sábado, 4 de agosto de 2018

Um outro olhar sobre o BDSM

Confira abaixo o ensaio feito pelo fotógrafo alemão Max Eicke, que passou três anos registrando dominatrixes profissionais para o projeto Domina.



Em entrevista para o Independent, o artista comentou que a ideia do projeto surgiu após conversar com uma desconhecida em uma viagem de avião que revelou ser dominatrix. Ele ficou fascinado pela cena e decidiu documentá-la de forma "humana", em oposição à típica abordagem estereotipada que se vê na mídia.

Ao longo dos três anos de pesquisa e entrevista, Eicke aprendeu sobre como o BDSM é erroneamente visto como apenas violento, deixando pouco espaço para romance, emoções ou amor.


"É inimaginável para muitas pessoas que o BDSM seja baseado em consentimento mútuo e que dor com prazer exige uma parcela significativa de honestidade e comunicação", ele afirma. "Conversando com tantas pessoas da comunidade BDSM e fetichista, eu realmente fiquei com a impressão que dentro da cena existe frequentemente mais respeito pelo outro, mais conhecimento sobre sexo seguro e um nível maior de abertura e confiança que em muitos relacionamentos convencionais."


O livro Domina está à venda pelo da Hive, que entrega no Brasil.

terça-feira, 31 de julho de 2018

Com que freqüência você bebe?

Dr. Drauzio Varella fala sobre alcoolismo e as conseqüências positivas e negativas do consumo de bebidas alcoólicas.

domingo, 22 de julho de 2018

Bala com gosto de drink pode?


Balas, refrigerantes, sorvetes, iogurtes e com sabor de bebida alcoólica têm gerado preocupação na França por sua popularidade entre as crianças. O assunto, comentado pela Folha de São Paulo, foi matéria do jornal Aujourd'hui en France na última quinta-feira (19/07), com especialistas em dependência apontando os riscos do marketing e do consumo desses produtos para os pequenos. Mesmo que as guloseimas não possuam teor alcoólico, a sociedade teme que esse tipo de publicidade (referida por um dos entrevistados como abominável e insalubre) leve os jovens a subestimarem o álcool quando crescerem.

A França, um dos maiores produtores de vinho do mundo, tem bebidas alcoólicas inspirando até mesmo o perfume de xampus, sabonetes, cremes e óleos para o corpo. Com uma relação tão íntima com o álcool, não surpreende que o mercado explore o desejo das crianças de imitarem o comportamento dos adultos. O país possui até um espumante (sem álcool) para crianças, o champomy.

Vejo muito sentido que haja preocupação em relação às possíveis conseqüências negativas que a naturalização do consumo de bebidas alcoólicas possa ter para os jovens, mas não consigo deixar de estranhar que essa mesma crítica não seja feita em relação aos doces em si. Quer dizer, não pode dar doce com gosto de drink pra uma criança, porque ela pode se tornar alcoólica quando for mais velha, mas pode dar doce sem medo de conseqüências muito mais imediatas como obesidade, hipertensão e diabetes?

Na França, o consumo de álcool está relacionado a cerca de 50 mil mortes por ano, e isso é grave, mas o sobrepeso se mostra igualmente preocupante em todas as partes do mundo. Na Espanha, uma em cada 4 crianças entre 3 e 5 anos de idade está acima do peso recomendado pela OMS. No Brasil, 7,3% das crianças menores de cinco anos já estão com excesso de peso. Quando falamos da faixa etária entre 5 e 9 anos, a porcentagem chega a 33,5%. Segundo pesquisa de orçamentos familiares feita pelo IBGE, refrigerantes e doces somam 13% do que é consumido, mais inclusive que carnes, com 12,6%.
Alguém lembra dos cigarrinhos de chocolate?

E aí, o que pode e o que não pode?

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Igreja Universal do Reino de Zeus

Enquanto isso, em um universo paralelo...


Só não entendo porque alguém iria querer tirar Baco do corpo.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Um Novo Começo

A vida é feita de fases e, tal qual a fênix que precisa ser consumida pelas chamas para delas renascer, a Sociedade Dionisíaca enquanto blog passou por um pequeno grande hiato, viveu outras vidas em outras mídias e experimentou outras possibilidades de existência para, por fim, retornar às suas origens e retomar sua proposta inicial imbuída de um novo fôlego.

O blog, fundado em abril de 2009, teve todas as suas postagens revertidas em rascunho para que sejam devidamente revisadas e melhoradas, ou até mesmo descartadas quando este provar ser o curso mais adequado. Nestes quase 10 anos, muita coisa mudou no mundo e, consequentemente, neste que vos escreve.

Questões das mais diversas esferas levaram o blog a ficar em segundo plano por mais tempo do que nos agrada admitir, e a Sociedade Dionisíaca migrou para outras paisagens a fim de seguir em sua missão. Formamos um grupo bacana, formado por artistas, produtores, filósofos, bêbados e tarados. Trocamos intensamente pelo facebook e pessoalmente, e vivemos tretas emocionantes das quais nem sempre saímos ilesos. Promovemos eventos e comungamos uns com os outros e com nosso deus, sempre buscando êxtase e entusiasmo. Conhecemos outros grupos, dedicados a causas dignas de Dioniso nos campos da arte, da ebriedade e do sexo, e com eles aprendemos e formamos parcerias. Nossa página do facebook cresceu e chegou a atingir mais de 17 mil seguidores, sempre prosseguindo com a missão de informar e promover o espírito dionisíaco.

Mas, por mais que exista muita coisa interessante sendo feita por outras pessoas e que mereça ser devidamente divulgada, a Sociedade Dionisíaca tem um papel importante na missão de espalhar a Palavra e chegou a hora de reassumir esta responsabilidade. Façamos todos aqui um pacto com Baco para manter o blog e o espírito dionisíaco sempre e cada vez mais vivo.

Para tal, precisamos da sua ajuda, caro leitor, nos dizendo que tipos de conteúdo vocês mais gostariam de ver por aqui: notícias, dicas de filmes, resenhas de livros, crítica de teatro, dúvidas sexuais, dicas de harmonização, opiniões, política, etc.. Deixem suas sugestões nos comentários, pois a voz do povo é a voz dos deuses.

E que Dioniso esteja sempre com vocês.

Evoé, Baco!