segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

5 Dicas Infalíveis Para Evitar Manchas de Vinho nos Dentes

Por acaso você já passou por aquela experiência de voltar para casa e perceber que seus dentes estavam com uma tonalidade um tanto arroxeada por causa das 30 taças de merlot que você bebeu durante o jantar? Pois é... A vida de um enófilo nem sempre é fácil... Veja aqui algumas dicas para manter seus dentes belos a noite inteira!

1- Escolher bem o vinho
Obviamente, vinhos brancos, rosés e espumantes proporcionam menos manchas que os vinhos tintos, mas mesmo entre os de cor avermelhada, é sempre preferível escolher os de tonalidade mais clara. Quanto mais densa for a coloração do vinho, maior a probabilidade de manchar seus dentes.

2- Escovar os dentes
As manchas que vemos depois de uma taça de vinho são na verdade o vinho se fixando à placa dental, então certifique-se de escovar bem os dentes antes de começar a beber. Além de escovar os dentes ao acordar, antes de dormir e após as refeições, é sensato carregar pasta e uma escova para viagem de forma a dar uma escovadinha antes de começar a beber no happy hour após o trabalho, por exemplo. E apesar de ser contraintuitivo, os dentistas recomendam que você não escove seus dentes logo antes de beber vinho tinto, pois isso pode levar o ácido do vinho a penetrar nos poros dos dentes e causar desgaste do esmalte.


Para evitar completamente o acúmulo de placa, é importante visitar regularmente um dentista para uma limpeza profunda.

3- Água com gás

Uma outra dica útil é alternar entre uma taça de vinho e uma taça de água com gás. É bom para a hidratação (o que ajuda a evitar ressaca) e a efervescência vai ajudar a remover as manchas dos dentes.

4- Queijo

Para quem não é fã de água com gás, a segunda melhor opção para remover as manchas é comer queijo. Além de ser uma combinação perfeita, o alimento ajuda o acúmulo de cálcio nos dentes e fecha os microporos na superfície do seu esmalte, o que torna mais difícil que o vinho os manche.

5- Teeth Whipes

Este produto consiste em um lencinho que você esfrega no dente e ele remove as manchas mais graves. Além de serem texturizados, o que ajuda no processo de limpeza, eles possuem vários ingredientes conhecidos por suas propriedades branqueadoras.

É isso, pessoal. Sigam estas 5 dicas infalíveis e arrase nas fotos do instagram. De nada


quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Pudim de Jack Daniel's



Para a calda:
1 xícara de açúcar
1 dose de água

Para o pudim:
1 caixa de leite condensado
1 copo e meio de leite
4 ovos
Meio copo de whisky Jack Daniel’s

Modo de Preparo
Calda:
Coloque na forma do pudim o açúcar e a água, em fogo médio e
mexa até virar uma calda escura
Misture e passe em toda a forma
Reserve até a calda endurecer

Pudim:
Coloque em um liquidificador o leite condensado, leite, ovos e o
whisky
Bata em potência baixa
Despeje a massa do pudim na forma e tampe com papel alumínio
Leve ao forno em banho maria por 45 minutos, em temperatura de
180°
Espete um garfo para ver se está bem assado
Leve a geladeira por 4h
Desenforme e sirva

Rende 8 porções

Tempo de preparo: 1 hora

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Brasileiros inventam viagem no tempo

Muita gente acha que é coisa de ficção científica, mas esta realidade está mais próxima do que se imagina e está prestes a se concretizar graças ao esforço conjunto de um grupo de brasileiros.

O que muita gente não previa é que o método para a viagem no tempo não dependeria de conhecimentos científicos, tecnologia avançada, conjunções astrológicas ou mesmo poderes sobrenaturais. Para garantir a viagem no tempo, os brasileiros usaram um método nunca tentado antes: a democracia.

Graças a um esforço conjunto de milhares de pessoas, estamos testemunhando um processo experimental que nos fará retroceder pelo menos 50 anos no tempo, retornando a sociedade ao ano de 1964, mas há rumores de que podemos chegar até a Idade das Trevas.

Para alcançar o objetivo foi necessário um esforço conjunto de uma parcela significativa da população, que decidiu combater qualquer ideia de progresso nos âmbitos intelectual e social para eleger um presidente que representava valores considerados por muitos como antiquados e superados.

Os efeitos da viagem no tempo já podem ser observados desde o início do período de campanha eleitoral no ano de 2018, mas acredita-se que a mudança será definitiva e afetará todo o país a partir da tarde de hoje, quando o presidente eleito tomará posse em Brasília. Entre as transformações esperadas estão:

- Venda de armas de fogo com pouca regulação
- Censura à imprensa
- Crença de que militares são inerentemente bons
- Perseguição a pessoas e instituições considerados subversivos
- Fim de direitos trabalhistas
- Fim da ideia de estado laico
- Ideia de um deus único e verdadeiro, e consequente perseguição a religiões incompatíveis com essa ideia
- Perseguição a pessoas de orientação sexual fora do considerado padrão
- Fim das vacinas
- Crença na ideia de que a Terra é plana
- Valorização do ensino religioso e fim do ensino de filosofia nas escolas
- Tortura
- Evangelização de índios
- Aumento do machismo, homofobia e racismo
- Combate ao avanço científico e valorização da fé como única forma de se conhecer a realidade

Dizem ser possível também realizar a viagem temporal para o futuro e fazer a sociedade evoluir, mas teremos que esperar quatro anos para qualquer tentativa nesse sentido.

sábado, 29 de dezembro de 2018

Há quanto tempo bebemos vinho?

Uma série de escavações na Georgia revelou evidências da mais antiga produção de vinho do mundo, na forma de vestígios encontrados em vasilhas de cerâmica datando de 6.000 aC - sugerindo que a prática de vinificação começou centenas de anos antes do que se acreditava anteriormente.
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Enquanto existem milhares de espécies de uvas viníferas ao redor do mundo, quase todas derivam de uma única espécie, sendo a uva eurasiática a única espécie a ser domesticada.

Até agora, as vasilhas mais antigas conhecidas a conter vinho datavam de 7.000 a.C., sendo seis recipientes contendo indícios da bebida encontrados nas montanhas Zagros no norte do Irã em 1968.

A descoberta recente lança a evidência mais antiga da bebida mais de meio milênio para o passado.

"Quando nós pegamos uma taça de vinho, colocamos em nossos lábios e a degustamos, estamos recapitulando essa história que tem ao menos 8 mil anos", diz Patrick McGovern, um co-autor do estudo do museu de arqueologia e antropologia da Universidade da Pennsylvania que também trabalhou na descoberta iraniana anterior.

O achado surge após um time de arqueólogos e botânicos na Georgia unirem forças com pesquisadores na Europa e America do Norte para explorar duas vilas na região do Cáucaso, cerca de 50km ao sul da capital Tbilisi.

Os sítios ofereceram um vislumbre de uma cultura neolítica caracterizada por casas circulares de tijolos de barro, ferramentas de pedra e osso e a criação de gado, porcos, trico e cevada.

Os pesquisadores estavam particularmente intrigados por potes de argila cozida encontrados na região - provavelmente pro serem alguns dos mais antigos objetos de cerâmica encontrados no Oriente Próximo. De fato, um jarro de um acampamento próximo tinha quase um metro de altura e um metro de largura, e tinha capacidade para mais de 300 litros. Além disso, era decorado com "bolinhas" que os pesquisadores afirmam que poderiam servir para representar cachos de uvas.


Para avaliar se a produção de vinho era de fato uma parte da vida na região, a equipe focou em coletar e analisar fragmentos de cerâmica de duas vilas neolíticas, assim como amostras do solo. Datação por carbono de grãos e carvão próximos sugerem que os potes datam entre 6.000 a 5.800 a.C.

No total, foram examinados 30 fragmentos e 26 amostras de solo, com a superfície interna  da argila sendo pulverizada para produzir um pó para análise. Enquanto muitas das peças foram coletadas em escavações recentes, duas foram coletadas nos anos 1960; os pesquisadores já suspeitavam há muito tempo que pudessem conter traços de vinho.

A equipe usou então uma variedade de técnicas analíticas para explorar se o solo ou a superfície interna dos recipientes possuíam sinais de moléculas da massa correta, ou com as assinaturas químicas certas, para serem evidências de vinho.

Os resultados, publicados no Proceeding of the National Academy of Sciences, revelam que para oito dos fragmentos, incluindo os dois anteriormente desenterrados, a equipe encontrou traços de ácido tartárico - uma substância encontrada em grandes quantidades em uvas. Testes nos solos associados mostraram índices bem menores do ácido. A equipe também identificou a presença de três outros ácidos ligados a uvas e ao vinho. Outra evidência indicando a presença de vinho inclui o pólen de uvas antigas encontrado nos locais de escavação - mas não na superfície do solo - assim como partículas de amido de uva, vestígios de uma mosca de fruta e células que acredita-se serem da superfície de uvas viníferas no interior de um dos fragmentos.



Apesar da equipe notar que é possível que os recipientes fossem usados pra guardar algo diferente do vinho, como por exemplo as próprias uvas, eles afirmam que o formato das vasilhas é adequado para conter um líquido e que uvas teriam degradado sem vestígios. Além do mais,  não há nenhuma das evidências de que os potes eram usados para fabricar calda, enquanto o suco de uva teria fermentado em questão de dias.

As descobertas sugerem que os locais eram lar dos mais antigos viticultores já conhecidos, superando o recorde anterior sustentado pelos traços de vinho iraniano encontrados a apenas 500km dali, datando de 5.400 a 5.000 a.C. Resquícios de produção de vinho também foram encontrados em um sítio arqueológico Jiahu, na província chinesa de Henan, datando de 7.000 a.C, mas o líquido fermentado parece ser uma mistura de uvas, fruta de espinheiro, fermentado de arroz e hidromel.

Com sua base estreita, os grandes potes de argila costumavam não ficar em pé com facilidade, sugerindo que eles ficassem parcialmente enterrados no solo durante o processo de fermentação, como era o caso para os recipientes iranianos, o que é uma prática tradicional ainda usada em alguns lugares da Georgia.

Davide Tanasi, da University of South Florida, diz que os resultados do estudo são inquestionáveis e que os achados são "certamente o exemplo mais antigo de puro vinho de uva do mundo".

As escavações na Georgia foram financiadas em grande parte pela Agência Nacional de Vinho da Georgia.

"Os georgianos estão absolutamente estáticos", disse Stephen Batiuk, um arqueólogo da Universidade de Toronto e um dos co-autores do estudo. "Eles tem dito há anos que possuem uma longa história de produção de vinho e portanto estamos realmente sedimentando esta posição."

Fonte: The Guardian

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Cantadas: Importunação Ofensiva

Coincidência ou não, após o resultado do segundo turno das eleições 2018, estão chegando à redação da SD vários relatos de mulheres que afirmam ter aumentado o número de cantadas e outras abordagens machistas por parte de desconhecidos na rua. Normalmente em grupo, eles se valem dos números para constrangê-las e intimidá-las a não reagir. Quando enfrentados, respondem, debocham e até filmam as vítimas.

Mas não se enganem. Este tipo de conduta é considerada contravenção penal e é passível de multa.

Decreto-Lei nº. 3.688/41:

Art. 61. Importunar alguém, em lugar público ou acessível ao público, de modo ofensivo ao pudor:

Pena – multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis.

Segundo o portal oficial do governo federal, as mulheres podem recorrer às delegacias para registrar o boletim de ocorrência contra os agressores. A Defensoria Pública orienta que as vítimas procurem os policiais militares imediatamente. Para que os agentes consigam identificar os autores do assédio, é importante descrever as características físicas e as roupas usadas por ele. O Disque 180 também recebe denúncias de assédio.



O texto acima, interpretado pela atriz Anna Clara Carvalho, é inspirado em milhares de depoimentos relatados através da hashtag #primeiroassedio e em situações enfrentadas, diariamente, por mulheres.

Em 2014, a ONG Olga lançou o livro Meu Corpo Não é Seu, que une dados das pesquisas e reflexões mais atuais a depoimentos pungentes de mulheres que viveram situações de violência. O ebook está disponível por R$5,99 no site da Companhia das Letras.