quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Nanoesculturas: provando que tamanho não é documento


O artista britânico Jonty Hurwitz criou as menores esculturas já feitas pelo homem. O trabalho foi realizado em parceria com cientistas do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe e Instituto Weitzmann de Ciência e durou cerca de 10 meses. Eles usaram uma nova técnica de impressão em 3D chamada Multiphoton Litography para criar obras que podem chegar ao tamanho de um espermatozoide.



As esculturas se chamam Trust, Intensity e Cupid and Psyche (inspirado na obra de Antonio Canova), e a menor delas mede cerca 80 x 100 x 20 microns.

Estátua original, de Antonio Canova, atualmente exposta no Museu do Louvre



Curiosidades:
- Um fio de cabelo humano tem cerca de 100.000 nanômetros (100 microns) de espessura.
- O tamanho dessas esculturas é o equivalente ao quanto suas unhas crescem a cada 5 ou 6 horas.



Confiram o making off do processo de criação das obras.



"O olho humano é incapaz de perceber essas esculturas. Tudo que você vê é um pequeno espelho com... nada sobre ele. A única forma de perceber essas obras é através da tela de um poderoso microscópio eletrônico. Então como saber que essa escultura realmente existe? A única forma de interagir é através de uma tela e um mouse, separando você da arte através do vácuo e de uma série de processos quânticos matematicamente surreais que banham a estátua com partículas para nos mostrar seus contornos. É possível ter certeza da sua existência se seus sentidos básicos dizem que não há nada lá? A linha entre mito e ciência é tênue. Para celebrar isso, eu baseei essas esculturas no belo mito de Eros e Psiquê."














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