quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Quarta-feira é dia de jazz, bebê!

Sabe quando aquele seu amigo desocupado te chama pra fazer algo a noite durante a semana e você nunca vai porque sabe que vai ser tenso acordar cedo no dia seguinte? Grande erro! O Jazz do Sobrado definitivamente vale a pena.


Um oásis no meio da semana. Esta é a melhor definição deste evento que acontece todas as quartas-feiras a partir das 23 horas no Pica Pau Cultural (Rua da Lapa, nº 141 / Sobrado - em cima da Sinuca Tico Taco, onde rola blues simultaneamente ao jazz) e que representa um refúgio quase lírico para a paisagem árida que é a vida de gente grande durante a semana. Lá você vai encontrar música de qualidade, cerveja, gente pra lá de interessante e muito mais!

No jazz, todos somos sátiros!
O Trio do Sobrado é um grupo formado por amigos de longa data que compartilham a mesma paixão pela música instrumental e formaram o trio para as apresentações no evento Jazz do Sobrado que, após a 8° edição mantendo uma média de público de 200 pessoas por noite, formaram o trio que carrega o nome do evento, o Trio do Sobrado. Com Leandro Freixo no teclado, Berval Moraes no baixo e Guga Pellicciotti na bateria, são impulsionados por um público ávido por arte, gerando uma troca energética facilmente percebida na música, com interpretações viscerais e canjas muito interessantes.


O espaço é uma atração à parte. As paredes estão repletas de pinturas, poesias, frases filosóficas e todo tipo de interferência, muitas vezes feitas pelo próprio público frequentador - eu mesmo já deixei a minha. Pode-se ler citações que vão de Adélia Prado a Alexandre Frota. E cada vez que eu vou lá encontro algo novo; nunca sei se eu ainda não tinha reparado ou se é uma contribuição nova - e isso é parte da graça da coisa.

Poesia de Adélia Prado na parede.
Confesso que não sou entendedor de música - negação seria a palavra certa -, mas de ambientes e experiências dionisíacas eu entendo, e este evento está mais do que aprovado. Tenho comparecido nos últimos 3 meses e, se perdi uma quarta-feira, foi muito. Não brinco ao dizer que ouvir a banda assim, de pertinho, num palco ao nível do público, ao lado de pessoas exóticas deixando-se levar pela música e cercado de poesia é como, por um momento, estar numa realidade paralela, num mundo habitado por sátiros, ninfas e até alguns duendes e outras criaturas que deveriam habitar apenas o nosso imaginário, mas que, uma vez por semana, nos fazem companhia.

Público e música são um só.
Já levei alguns amigos pra lá e todos concordaram com meu depoimento. Compareça hoje e venha nos dizer o que achou!





O guitarrista Robertinho de Paula como convidado especial.




Necessidade que se intensifica.
As coisas são como vejo ou comoção?

Esta é uma verdade absoluta.

Lucas, em casa...
Até na porta do banheiro o povo fica poetando...
Peter, Lucas, Aline, Jinko e Nina: é a SD marcando presença.


Quase em fila, Peter, Zuza, Nina e Letícia.
Will, Letícia e Pupi
Leo!

Peter e Camila

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