quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Mais remédio, menos sexo

Um novo estudo afirma que homens que tomam remédios regularmente têm mais chance de desenvolver problemas sexuais.

Na pesquisa, quanto mais medicação o homem tomou, maior foi o risco de disfunção erétil. Participantes que tomavam dez ou mais remédios tinham 1,6 vezes mais chances de desenvolver o problema quando comparados com os que tomavam menos de dois. Os resultados se confirmaram mesmo depois de fatores como idade, massa corporal, diabetes e fumo serem levados em conta.

O estudo, realizado em 2002 e 2003, envolveu mais de 37.700 homens da Califórnia do Sul, com idades entre 46 e 69 anos. Eles foram questionados sobre a quantidade de vezes em que conseguiram sustentar uma ereção suficiente para o sexo, e seu uso de remédios. Vinte e nove dos participantes foram classificados com disfunção erétil moderada à severa, baseado em sua funcionalidade sexual.

Os remédios mais associados com o problema foram os direcionados à pressão sanguínea alta, depressão, ansiedade e outros que interferem nos níveis de testosterona.
Algo em torno de 60% dos avaliados tomavam mais de três medicações, e 25% pelo menos 10.

Entre os que tinham disfunção moderada, cerca de 30% tomavam mais de dez, enquanto 15% tomava dois ou menos. Os dados foram comprovados independente do tipo de remédio.
O uso de medicações múltiplas também ficou associado com aumento da disfunção. Cerca de 30% dos homens que tomavam dez ou mais remédios tinham problemas de ereção severos, em comparação com apenas 6,9% dos que tomavam dois ou menos.

“Alguns pacientes tomam muito mais remédios do que o necessário. Como médicos ou pacientes, podemos sempre cortar o número a cada visita”, afirma a pesquisadora do estudo e urologista, Diana C. Londoño. “Tomar consciência disso ajudaria pacientes com disfunção”. Ela também comenta que reduzir o número de medicamentos ajuda a saúde geral do corpo.

Os pesquisadores não estão certos porquê o uso de múltiplas medicações aumenta o risco de disfunção erétil, mas é possível que as interações entre os remédios sejam a causa. “Pode ser que eles tenham pequenos efeitos na disfunção, mesmo que esses efeitos não estejam na bula”, afirma o urologista Andrew Kramer, que não participou do estudo.

Os pesquisadores afirmam que os médicos deveriam considerar o uso de medicações como um fator envolvido na disfunção erétil, quando outras causas já foram avaliadas.

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