sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Post Messias #94

Com toda a confusão que tá rolando na USP, os universitários acabaram merecendo um Post Messias só pra eles. A primeira imagem é de um campeonato de Beer Pong, tradicional jogo das fraternidades americanas. A segunda é da mostra de Teatro da UFRJ, cuja 11ª edição começou hoje. A terceira é do site College Rules. E a quarta é uma charge feita pelo meu amigo Diego Novaes.

Confesso que eu sei pouco da história, mas eis o que eu entendi: após um assassinato, pediu-se o policiamento do campus da USP e os policiais usaram isso como deixa (normalmente não é permitida a presença de força policial dentro dessas instituições acadêmicas) pra fazerem batidas constantes em busca de drogas, aí os estudantes fizeram uma ocupação pra exigir a saída dos policiais. Daí pra frente virou uma confusão só. Tem gente dizendo que os estudantes da USP são filhinhos de papai ou que são terroristas, tem gente falando que isso é repressão ao movimento estudantil, tem gente dizendo que a imprensa manipula as informações, tem gente com vergonha pelos universitários... Tem de tudo!

E você? O que acha da situação toda?

[ÁLCOOL]
Receita: Cactus Café
Notícia: Beber moderadamente aumenta câncer de mama
Imagens: Como esconder uma garrafa de Guinness
Imagem: Como o álcool pode ajudar a sua vida
Gif: Ressaca
Vídeo: Militante cria “cervejas peronistas” em bar argentino
Notícia: Portugueses criam cerveja 100% natural que faz bem à saúde
Imagem: Vaca da Skol
Imagens: As mais belas garrafas de vodca
Notícia: Itaipava vende mais que Brahma e Skol
Produto: BeerMo
Vídeo: Fails flamejantes com everclear
Tirinha: E você ainda diz que não estava bêbado?
Notícia: Pessoas inteligentes bebem mais
Infográfico: Localização do seu garçom
Tirinha: A verdade sobre os bêbados

[ARTE]
Artigo: Cadeiras com sistema de som
Artigo: Esculturas de mãos gigantes
Imagens: Fotografias aéreas feitas com pipas
Imagens: Devin Crane
Imagens: Banksy em Londres
Notícia: Faxineira destrói obra de arte tentando limpá-la
Imagens: Um tributo a Frankenstein
Imagens: Quando seu prato vira paisagem
Imagens: Fotomontagens fodas

[SEXO]
Vídeo: Nas ruas de Barcelona...
Imagens: Mulheres sem nada
Vídeo: Coordenação
Tirinha: Romance
Jogo: Garganta Profunda
Texto: Chocolate no sexo
Notícia: Homem atingido por vibrador voador
Texto: O up que toda relação precisa!
Texto: Significado dos sonhos eróticos
Texto: Sexo Virtual
Poesia: De joelhos...
Artigo: O sexo em 69
Texto: (Quase) todos os homens consomem pornô. E as mulheres?
Imagem: Tattoo Win ou Fail?
Tirinha: O engano
Notícia: Homens recorrem a prostitutas porque elas sabem distinguir entre sexo e amor
Gif: Sexo oral entre emoticons
Vídeo: Vaginas rockstars cantam Jacuzzi Boys – Glazin
Filme: Crash - Estranhos Prazeres
Tirinha: Escalando montanhas com Dhalsim
Notícia: Companhia aérea quer vender aplicativo de filme erótico durante os voos
Imagem: Tirando leitinho
Artigo: Facesitting
Gif: iPod tudo!
Tirinha: As aventuras do homem que não tinha pênis
Stand Up: Pornografia na Internet
Pesquisa: Sexo é uma obrigação ou prazer?!

[OUTROS]
Vídeo: Soldado Lúcido
Texto: Nota Pública Dos Presos Políticos da USP
Vídeo: Professora Gilberta Acselrad no Globo News
Artigo: Idiocracia e adoção
Imagens: Apresentando os 7 pecados
Imagem: Cabeludo sacana!
Artigo: A farsa da psicografia feita pelos médiuns
Quadrinho: Cada um com as suas maluquices
Notícia: Igreja promove culto em bar e oferece cerveja para atrair fiéis
Cartum: Lavagem
Artigo: Meio de transporte sustentável
Quadrinho: Stand Up Divino
Imagem: Os nazistas eram ateus
Dúvida: De onde vêm os negros?
Piadinha: Abraão e Isaac
Print: Respondam, ateus!

5 comentários:

  1. Creio poder informar um pouco melhor o que tem acontecido na USP. Sou aluno da instituição desde o mestrado e continuo estudando lá, cursando o doutorado. Depois que um aluno foi morto após uma tentativa de roubo de carro (um tipo de roubo que se tornou bastante frequente no campus, assim como tem aumentado o número de casos estupros), a reitoria assinou um acordo com a PM, permitindo a circulação dos policiais na cidade universitária. Acontece que os PM’s colocaram em prática uma política linha dura para cima de funcionários e estudantes, com revistas frequentes e aparentemente desmotivadas, demonstrando algumas vezes um viés racista ao estabelecer o “perfil” daqueles considerados suspeitos. Isso segundo uma série de testemunhos colhidos in loco.

    O estopim se deu quando três estudantes, flagrados de posse de maconha, foram detidos pelos policiais, que, quando se preparavam para levar os três para uma delegacia, acabaram enfrentando a resistência de outros estudantes que passavam pelo local. Num primeiro momento, os policiais disseram que os três haviam sido pegos em flagrante enquanto fumavam, o que foi fartamente divulgado na imprensa. Entretanto, depois se soube que a apreensão se dera por meio da revista dos pertences dos alunos. Isso a imprensa não achou interessante divulgar. Imagino que a informação falsa foi criada para desmentir os relatos que davam conta do clima policialesco e repressivo que a PM estabeleceu no campus. Segundo a versão da polícia, a apreensão teria se dado pela própria irresponsabilidade e certeza de impunidade dos três estudantes, e não por um regime de revistas sistemáticas. É preciso dizer que o rigor com o qual os policiais tratam os estudantes é desnecessário. Afinal, os ladrões de carro e os assaltantes são gente de fora da universidade (se não, correriam o risco de ser reconhecidos por suas vítimas); quanto aos estupradores, mesmo que fosse algum aluno ou funcionário, não é o tipo de coisa que se percebe numa revista. (...)

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  2. (...)Algumas pessoas defendem que a presença da PM na USP se deve a uma tentativa do atual reitor, João Grandino Rodas, de reprimir e desarticular os movimentos estudantil e sindical, que têm lhe feito grande oposição (mais até do que de costume). Rodas é um dos reitores mais impopulares da história da USP. Foi indicado por Serra mesmo sendo o último colocado numa lista tríplice montada com os candidatos mais votados nas eleições para a reitoria. Costuma-se considerar de bom tom que o governador do estado, atendendo à vontade da maioria, indique o primeiro colocado na lista; no máximo, divergências políticas com o primeiro podem levá-lo a indicar o segundo, mas é raro que o escolhido seja o terceiro. Soma-se a isso um mandato considerado desastroso de Rodas à frente da Faculdade de Direito na USP, que, entre outros problemas, contou com a transferência da biblioteca da faculdade para um novo local sem condições de acondicionar o acervo e de receber os estudantes. Como resultado, os alunos ficaram mais de um período sem utilizar a biblioteca (isso apareceu até no CQC). No geral, os alunos de Direito da USP odeiam Rodas. Ou seja, escolheu-se não apenas um candidato com uma frágil base de sustentação na comunidade acadêmica (afinal, não foi sequer o segundo mais votado), como também um sujeito com alto índice de desaprovação entre alguns setores da universidade. Como seria de se esperar diante de tal quadro, Rodas tem enfrentado uma oposição muito firme de estudantes, professores e funcionários, entre os quais se incluem os terceirizados (no primeiro semestre deste ano houve uma greve dos funcionários da limpeza, contratados por uma empresa terceirizada, que alegava não estar recebendo da universidade).

    Em julho de 2009, uma manifestação de uma série articulada em torno de uma greve de alunos e funcionários, que incluía piquetes e a ocupação de determinados espaços, foi debelada pela tropa de choque da PM com o uso de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e balas de borracha. Estava aí o precedente. Com a comoção pública causada pela morte do estudante este ano, o reitor teria enxergado a oportunidade de trazer a polícia definitivamente para dentro do campus. Lembremos que Rodas tem pouca sustentação política dentro da USP (ocupa a posição que ocupa por uma benesse do ex-governador), então a forma mais eficaz que encontrou de combater a forte oposição interna foi por meio da força bruta. Talvez imagine que a presença policial dissuadirá futuras manifestações no campus.

    Portanto, a prisão dos três “maconheiros” da USP é a pontinha de um iceberg bastante complexo. Resulta, no final das contas, da incapacidade de Rodas em lidar com os problemas da universidade dentro de um âmbito puramente político. Daí a resposta da pergunta: por que, ao invés da PM, não capacitar a guarda universitária para lidar com os atuais problemas do campus? É simples: os membros da guarda são funcionários da universidade, como todos os outros, enquanto a PM responde diretamente ao governo do estado, que é quem colocou e mantém o reitor em seu cargo. O governo do estado é uma espécie de deus ex machina, assegurando a permanência de Rodas no poder.

    A desocupação da reitoria se deu como uma peça político-publicitária, demonstrando a determinação do poder estadual em manter a ordem diante de filhinhos de papai vândalos e maconheiros. Um show para a imprensa. Como explicar a presença de helicópteros no local, ou de um contingente tão grande de policiais? Foi uma ação completamente desproporcional em relação ao perigo efetivo que os estudantes representavam aos agentes da lei. Os tucanos quiseram tirar dividendos políticos da situação.

    Espero não ter enchido o saco de ninguém com um relato tão longo.

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  3. Não encheu. Fiz questão d ler tudo e gostei muito das informações internas que vc nos trouxe. É basicamente o q eu tinha entendido, mas vc deu mais detalhes. Brigado mesmo, Azzazzel!

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  4. Também li tudo, ficarei na torcida para que os estudantes continuem articulados.


    Will, entrou um texto meu no post Messias, que lindo ^^

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  5. No próximo vai entrar aquele d quando vc virou ateia. =)

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