sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sobre arte pública

Ao contrário do Will e do Tom, eu não moro no Rio de Janeiro. Meu querido chefinho até brinca que eu sou a sucursal da SD em terras paulistanas.

Já fazem alguns meses que o Batman e o Robin, do nosso chat, vieram passear por aqui e me perguntaram que estátua é essa:

E eu não sabia. Sou nascida e criada em Sampa, passo por aquele lugar quase todo dia e estudo História da Arte. Existiam, portanto, motivos suficientes para achar que eu conheceria aquela estátua, mas eu não conhecia.

Isso me fez filosofar vários dias. Nós não nos apropriamos da nossa cidade, da nossa arte. Não é que temos que conhecer todos os monumentos do nosso município, mas será que não deveríamos educar melhor nosso olhar?




Vivemos reclamando do estresse, da correria, mas nem voltamos nossos olhos para as coisas bonitas que cruzam nosso caminho. A arte pública serve tanto para identificar quanto para humanizar os locais onde se encontram. Os grafiteiros Tinho NomuraBinho Ribeiro, numa palestra, disseram que pretendem agregar cor, vida e alegria ao cinza opressor da cidade, por exemplo. 

Nas metrópoles, cruzamos com arte o tempo todo: monumentos, músicos, estátuas vivas, arquitetura, grafites... Mas se não dispendermos cinco minutos para apreciar, impedimos a arte de transformar, alegrar, comunicar e sensibilizar. 




Em tempo: a tal estátua é uma cópia feita por Carmelo Tabacco de uma obra de Lorenzo Gonzales. É um monumento ao revolucionário venezuelano Francisco Miranda, feito em bronze e foi doado em 1978 pelo povo da Venezuela. A original está em Valmy, na França e a nossa cópia fica na Praça do Ciclista, Avenida Paulista, s/n, altura da Rua Bela Cintra, São Paulo- SP.

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