terça-feira, 20 de setembro de 2011

Classificação dos Vinhos Portugueses

Semana passada falamos sobre como são classificados os vinhos espanhóis. Hoje vamos falar um pouco sobre a legislação portuguesa. Apesar do que pode parecer, um vinho de uma categoria "superior" não necessariamente é melhor que os de sua categoria inferior. É apenas uma base de conhecimento.

VINHO DE MESA: Vinho inferior, cuja produção pode ser feita em qualquer região do país.

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VINHO REGIONAL: Vinho de qualidade superior ao vinho de mesa, produzido com, no mínimo, 85% de uvas provenientes da região especificada. Hoje existem muitos vinhos regionais de qualidade igual ou superior à de vinhos D.O.C., havendo inclusive alguns bons produtores que, por não concordarem com as regras impostas pela Comissão Reguladora dessa categoria, passaram a rotular seus vinhos como regionais.

VINHO DE DENOMINAÇÃO DE ORIGEM CONTROLADA: Teoricamente é a categoria de mais alto nível de qualidade e identifica o vinho produzido em região delimitada, sujeito a regras mais restritas quanto à procedência e variedades de uvas utilizadas, o método de vinificação, o teor alcoólico, o tempo de envelhecimento, etc. Equivale à A.O.C francesa, à D.O.C italiana e à D.O. espanhola.

VINHO DE QUALIDADE PRODUZIDO EM REGIÃO DETERMINADA: Para atender ao Mercado Comum Europeu, foi criada a nomenclatura de V.Q.P.R.D., que engloba as I.P.R (Indicação de Proveniência Regulamentada) e as D.O.C.

Existem ainda duas classificações próprias de Portugal, que não interferem nas classificações acima.

RESERVA: Deve ter uma graduação alcoólica de meio grau acima do não Reserva da mesma vinícola e envelhecer ao menos três anos em adega. Tem sempre origem e safra determinadas.

GARRAFEIRA: O nome "Garrafeira" significa "adega" em Portugal. Estes vinhos podem ou não ser de denominação de origem, mas devem obrigatoriamente passar três anos em adega, sendo apenas um em garrafa e os outros dois em madeira.

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