quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Feitiço do Tempo

Vi esse filme há pouco tempo, apesar dele ser um clássico de 1993. E confesso que nem vi direito, porque era madrugada e eu ficava botando nos filminhos eróticos nos intervalos. Mas paguei muito pau. Não sei se eu é que tô vendo Dionísio em tudo, mas acompanhem comigo a reflexão sobre o filme...

Sinopse: Phill Connors é um repórter do tempo enviado para cobrir um evento numa pequena cidade, e ele não esconde sua frustração com tal serviço. Mas algo mágico acontece: os dias estão se repetindo, sempre que ele acorda no hotel é o dia do festival da marmota.


Faço questão de destacar uma passagem do trailer.

"... mas agora ele está descobrindo as possibilidades e vivendo a vida como se não houvesse amanhã, porque não há!"

O cara era mau humorado e vivia seus dias sem se importar com nada, meio que no automático. Até o dia em que isso vira realidade e ele passa a viver literalmente no mesmo dia. E só quando ele para de ter uma vida de merda preocupada com o amanhã (porque este não existe de fato) é que ele aprende a ser feliz fazendo as coisas que ele quer e que gosta no dia de hoje (que é tudo que ele tem). E, perdoem-me pelo spoiler mais do que óbvio, mas é só quando ele passa a viver no presente que a vida dele pode seguir e ele finalmente acorda no dia seguinte.

Outro detalhe legal é quando ele fala "Eu sou imortal! (...) Eu sou um deus!" E é só depois de notar isso que ele passa a desfrutar a vida, ajudar os outros, praticar artes, festejar a vida... O paralelo é que nos cultos a Dionísio, quando se está em êxtase, diz-se que você se torna o próprio Deus.

Tem uma fala que me conquistou. Em certo momento ele diz pra uns caras num bar:

"Como você ia se sentir se você vivesse o mesmo dia todos os dias, e não importa o que você faça, tudo vai ser exatamente igual?"

Alguém aí já se sentiu assim?

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