sexta-feira, 17 de junho de 2011

O Crime da Arte

O tráfico de bens culturais é a terceira atividade ilegal mais grave do mundo, segundo uma matéria da edição de junho de 2011 da revista História Viva. De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, este tipo de comércio fica atrás apenas do tráfico de drogas e de armas. Estima-se que o tráfico de obras de arte e bens culturais lucre anualmente de 6 a 8 bilhões de dólares. Muitas das peças são usadas em esquemas de lavagem de dinheiro.

Durante a guerra entre Iraque e Estados Unidos em 2003, cerca de 15 mil objetos de arte foram saqueados do Museu Arqueológico de Bagdá. O mesmo aconteceu no Egito no começo deste ano, por ocasião da a onda de protestos contra o ditador Hosni Murabak, quando cerca de mil peças desapareceram. 70 das obras do Museu Egípcio foram danificadas e pelo menos oito foram roubadas. Entre elas, uma estátua do faraó Tutancâmon, que foi encontrada em abril numa estação de metrô do Cairo.

Em 2008, quadros de Cézanne, Degas, Vang Gogh e Monet, avaliados em 163 milhões de dólares, foram levados do museu Coleção E. G. Buehrle, na Suíça. Os de Monet e Van Gogh foram recuperados. Madonna e O Grito, de Edvard Munch, foram roubados do Museu Munch, na Noruega, em 2004 e achados em 2006. 118 obras de Picasso foram saqueadas do Museu Avignon em 1976, 15 telas foram levadas da casa de sua neta em Cannes em 1989, a escultura Cabeça de Mulher foi roubada em Londres em 97, mais duas telas foram levadas da casa de outra neta em 2007, um caderno de desenhos foi levado do Museu Picasso em 2009 e O Pombo e as Ervilhas foi roubado do Museu de Arte Moderna de Paris ano passado junto com telas de Matisse e outros. As telas das netas e a escultura já foram recuperadas.

O Brasil também tem sua trupe de ladrões de arte. Retrato de Suzanne Bloch, de Picasso, e O Lavrador de Café, de Portinari, foram levados do Masp em dezembro de 2007 e recuperados em janeiro de 2008. A Dança, de Picasso, Jardim de Luxemburgo, de Matisse, Dois Balcões, de Salvador Dalí, e Marina, de Monet, foram roubados do Museu da Chácara do Céu, no Rio de Janeiro, em 2006. Ainda não foram encontrados. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) incluiu estas numa lista de 1558 peças roubadas no país. O quadro de Dali é um dos é um dos cinco mais procurados pelo FBI.

Se alguém encontrar alguma das obras aqui listadas, favor mandar um e-mail para sociedadedionisiaca@gmail.com. Grato.

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