segunda-feira, 9 de maio de 2011

Escrito pela Vagina nº 10

Aqui está o depoimento da Vagina nº 10 que eu fiquei devendo no post de sexta-feira. Aqui ela conta em detalhes como ela faz para se dar amor...


Quando me sinto só ou estou extremamente excitada, sigo uma rotina, por assim dizer, para chegar a minha satisfação sexual. Nunca faço na minha própria casa - respeito ou medo talvez - mas nunca faço. Sempre assisto a um filme, nunca com apenas 2 pessoas atuando.

Se estou sensível, gosto de ver só mulheres juntas, em cenas de sexo oral. Acaricio meus seios - tenho grande sensibilidade neles - fico mexendo por um tempo até sentir que estou bem lubrificada. Detalhe: não uso brinquedos. Sinto arrepios e um louco desejo de ter aquelas mulheres ali.

Então as imagino em meu corpo através de meus dedos, me toco com lentidão, em círculos, apenas no clitóris. Faço pequenas massagens, bem devagar, para sentir por mais tempo aquela sensação de quase orgasmo... Mas, chega a um ponto que sua cabeça não pensa e o desejo de que o toque fique mais forte e intenso aumenta, até eu não conseguir controlá-los.

Então meus movimentos aumentam, simulo com meu corpo uma penetração (movimentos) e continuo a me tocar até que, enfim, chego ao orgasmo! Um arrepio frio sobe pelas costas, o coração dispara e meu corpo treme. Controlar os movimentos dos dedos torna-se quase impossível, mas preciso gozar! Continuo, insisto e sinto a contração da minha vagina e....gozo com intensidade! Meu corpo entra em transe, se acalma e relaxa. Estou renovada!

Agora, quando estou bem excitada, gosto que homens estejam nos filmes, mas em cenas onde eles são os grandes protagonistas, o espetáculo principal. Primeiro, observo cada parte dos corpos, normalmente bem musculosos. Escolho sempre um filme com atores interessantes, porque em alguns eles são tão feios que mesmo em cenas maravilhosas o desejo incontrolável desaparece. Voltando ao que me interessa... Imagino aquele corpo sob o meu, aqueles braços me agarrando, apertando, puxando e me envolvendo. Vejo as mãos, sempre, para imaginar a pegada e o tapinha, que sempre me enlouquece.

Reparo na boca também. O que é um homem se não souber beijar ternamente, docilmente e carinhosamente? São esses beijos que me deixam louca, insaciável, perturbada, pois são tão lentos e desejáveis que a imaginação me leva a áreas de pura excitação. Continuo me perdendo na sensação de sentir sua boca e língua percorrerem meu corpo, seu suor pingar em minha barriga, o calor aquecer a cama - ou o piso, seja lá o que servir de apoio. Em fim, prefiro começar com o sexo oral. Aquela mesma boca suave e macia, aquela mesma língua que percorreu todo meu corpo, acaricia todo meu clitóris.

É claro que minha mão e meus dedos fizeram tudo o que descrevi aqui, e ela continua. Ao contrário de quando estou sensível, meus dedos já chegam incontroláveis, rápidos e intensos. Meu corpo simula, perfeitamente, uma cena de sexo com um homem, minha mão chega a invadir meu corpo, minha vagina se contraí em um movimento de vai e vem. Como em uma relação sexual com um homem, não experimento aquela sensação de quase orgasmo. Eu não paro, continuo e com mais rapidez, mais força até que tenho um orgasmo e chego a gozar ao mesmo tempo.

Meu corpo não relaxa. Ele vibra, curte aquele êxtase por alguns minutos. Não consigo me tocar de tamanha sensibilidade. A falta de fôlego denuncia a minha loucura, o meu prazer e a minha excitaçã, não gostaria de parar, mas o corpo clama por um descanso.


Agora eu também preciso de um descanso! Se você, leitor ou leitora da SD, também quer contar como é quando você resolve abusar de si mesmo, mande um e-mail para sociedadedionisiaca@gmail.com e nos divirta com suas histórias.

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