terça-feira, 12 de abril de 2011

Massacre em Realengo: a linha tênue entre a Demência e a Genialidade

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Ian Curtis e Wellington Menezes: O que eles têm em comum?

Os acontecimentos da semana passada na escola aqui de Realengo reabriram várias feridas e debates. Fim do porte legal de armas, violência incitada na internet, pena de morte, crenças muçulmanas, etc... Mas o assunto que menos se tem discutido, é o tema central da questão: bullying!

Um fato bastante influente na mente perturbada do assassino (perturbada realmente; leia as cartas sem nexo ideológico que ele deixou) foi o tão famoso, e infelizmente tratado como algo engraçado, bullying. Acho que nunca fui vitima explicita de bullying, pelo fato de saber lidar com brincadeiras (?) e também pelo fato de saber contra atacar na mesma moeda (tipo atacando familiares enfermos do praticante, educadamente dizendo).

Mas conheci grandes vitimas durante meu tempo de colegial. Realmente é assustador. Mais assustador é a providencia que os responsáveis tomam.

Quem são os responsáveis? Pais e educadores. Ponto. Em longa escala, é o governo, mas é obvio demais para se criticar. O mais cômodo para ambos é jogar ping-pong e passar de um para o outro a responsabilidade.

E a sociedade? Bem, ela espera dar merda para criticar. É mais fácil. Concordo!

90% (suponho) das mentes criminosas são criadas pelo convívio e pelo ambiente que esses pais e educadores lhes proporcionam. Que tal optar pela não-omissão dessas pessoas que formam o caráter desses “Monstros”?

Mas ao invés disso acham melhor gastar milhões e fazer um referendo sobre a proibição de armas de fogo legais. Claro que coronéis com 20 mil seguranças armados até os dentes como Sarney irão levantar esta bandeira. É realmente uma ótima hora para usar a velha e infelizmente corriqueira demagogia. Ou será que alguém acredita que esse cidadão foi em uma loja, fez teste psicológico e afins para obter uma arma de fogo legal?

A velha política do pão e circo se faz presente. A demagogia e a hipocrisia enchem o prato principal. O circo? O circo tá pegando fogo. Conheçam o bode expiatório... ops... o palhaço da vez: Wellington Menezes.

Mentes perturbadas criam obras geniais. Mas também criam seral killers.

Ian Curtis, vocalista e compositor da famosa banda Joy Division, criou 2 discos no final dos anos 70 que expressaram sua angustia e depressão. Típicas de uma mente perturbada. Músicas geniais que o fizeram ser lembrado por sua arte.

Ele se matou com 23 anos (Will, se cuida ai…) e deixou sua arte.

A diferença entre ele (um grande artista) e o Wellington (um assassino) foi o rumo da sua doença. Uma foi genial, outra deprimente. Porém, ambas trágicas. Essa é a pessoa que a sociedade do seu convívio cria. E ai vale arriscar?

Concordo que uns 10% desses assassinos sejam pré-dispostos a insanidade independentemente do aspecto social. Tipo o ex-presidente dos EUA. Mas esse não foi o caso!

Resumindo, crucificar é fácil. Fazer as contas para o resultado final que é difícil.

Ps: Semana que vem um tema mais legalzinho, ligado a cultura. Away?!

Ps2: Júlia e Will, I'm back!

6 comentários:

  1. Bem vindo de volta, Tom!

    Eu tenho 24. Já passei da fase do suicídio. Mas, se eu morrer, eu deixo meu blog (q merda, hein) como herança pra humanidade.

    Gostei bastante da comparação entre o Wellington e o Ian Curtis. Aposto que tem zilhões de artistas que fizeram obras geniais e passaram por situações parecidas. Mas poderíamos ver a coisa por outro ângulo...

    Pode ser que os dois tivessem vontade de fazer as mesmas coisas, mas o Wellington foi o único que teve culhões pra matar as pessoas de quem sentia raiva, enquanto o Ian Curtis ficou com medo e fez música.

    Claro que eu não tô encorajando a violência. Pode acabar sobrando pra mim por fazer bullying c/ os cristãos. Só tô dizendo que existe mais de uma forma de se ver a situação. E não é porque a nossa sociedade valoriza mais a arte do que a violência que o Ian foi melhor que o Wellington. Ele podia querer a mesma coisa, mas não teve a mesma capacidade. Pra gente isso é ótimo, mas pra ele acho que nem tanto.

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  2. Acabei de falar pro Will q adoro qdo vc me cita (eu disse CITA, hein?! =P) pq fico me sentindo importante! haauhuahauha Beijo, Tom!

    Enfim...

    Fico feliz de ver o tema ser tratado assim. Recebi até e-mails falando sobre isso e pedindo mais atenção de quem é ou será professor para não cair no mesmo erro de não dar importância ao bullying. Só que ninguém fala que os pais tbm tem mta responsabilidade nisso.

    Acho engraçado tbm que até então, todas essas crianças eram apenas números de uma educação mal estruturada, mas agora que estão mortas, políticos xingam, sofrem, choram e inventam moda pra fazer o povo não perceber o quão grave é o problema. Pão e circo, como sempre.

    E esse sensacionalismo todo que me irrita e inoja, então? Nem sei oq é pior...

    Deprimente.

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  3. P.S.: Adoro o Will fazendo o advogado do diabo! De onde será q ele tira tantos bons argumentos? =P

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  4. Relamente esse desejo sanguinario de sair matando acho que é algo q todos temos, mas a maioria consegue controlar.

    Quantas vezes não me imaginei torturando alguem que naquela hora me deu motivos para tal.

    Por exemplo, a ex-chefe da minha ex-namorada.

    A gente trabalhava no rio sul , mas em lugares diferentes. e a vadia sempre arrumava coisa para fazer e ela sair mais tarde, eu simplesmente gastava esse tempo que tinha que ficar esperando em como seria legal matar ela.

    Empurrar da escada rolante, passar o cerol no pescoço, fatia-la na maquina de presunto(esse é o mais doentio e legal), etc... hehehe

    Bem, o próximo texto já ta pronto só preciso revisar . é sobre os incentivos fiscais que estavamos falando vagamente la na são salvador.

    Julia, continuamos com esse relacionamento de mão-dupla... eu te cito, vc mexcita... ops... me cita que vamos nos entendendo hehehe

    will, recebeu meu e-mail detalhado sobre o dominio ?

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  5. ja faz tempo e ninguem vai ler, mas so pra deixar registrado: o professor fica 50 a 100 minutos por semana numa sala com 40 a 50 alunos. Tem certeza que vcs vao colocar (parte da) culpa do bullying nesse cara mesmo?
    (e nem vou comentar que o salario as vezes é menos de 700 reais, e o camarada trabalha 15 horas por dia pra poder ter uma vida digna)

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