segunda-feira, 14 de março de 2011

The Rise and Fall of Bruna Surfistinha

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Semana passada vi o primeiro filme que relata a vida da ex-prostituta Raquel “Bruna Surfistinha” Pacheco.

Bem, esse é o segundo filme que vejo dela, mas isso não vem ao caso...

Pra inicio de conversa, digo 2 coisas:

Primeiro, vi a versão pré-editada, portanto não sei se é a mesma que passou no cinema. Segundo, esse texto é recheado de spoiler. Se você não quer saber o que muitos já sabem, não leia o texto.

Esse texto é uma analise em cima do enredo do filme. Ou seja, não vou ficar analisando atuações ou se a fotografia do filme ficou legal.

Li em fóruns o relato de algumas pessoas que viram o filme e essas disseram que a versão no cinema tá mais hard que na versão pré-editada. Mas diferente do que muitos pensavam, Bruna Surfistinha - o filme não é um filme de sacanagem.

Está inclusive muito longe das famosas pornochanchadas brasileiras dos anos 80.

O Livro O Doce Veneno do Escorpião que originou o filme, segundo relatos da leitora mais assídua deste blog, Júlia, que o leu, é bem mais pesado e explícito.

Só uma curiosidade inútil para quem se interessar. O nome do livro é esse pois a Raquel tem um Escorpião tatuado na perna.

Obviamente que você irá ver (caso não tenha visto) uns peitinhos da Deborah Secco, mas se for esse o seu objetivo em ver o filme, não veja. Eu coloco aqui para vocês:
http://1.bp.blogspot.com/-chqZ5ez5Lcw/TXsT0xvsXXI/AAAAAAAAGRE/-HtKOWxHpIY/s1600/deborah.JPG

Agora sim, vamos à história.

Bem, o filme deixou um pouco de lado a personagem Bruna Surfistinha e buscou retratar a mulher por trás dela, Raquel Pacheco.

O começo do filme mostra ela adolescente. Uma garota de classe média alta que é um tanto rebelde. Motivos? Ela é adotada, seu pai a ignora, é rejeitada no colégio e seu irmão é sarcasticamente escroto, jogando na cara dela seu sucesso. Sua mãe é o único laço de amor que ela tem dentro de casa.

Claro que alguns babacas irão dizer:

- Ela deu sorte, foi adotada por uma família que lhe deu um lar, escola e blá blá blá..

Essa é uma visão nada ampla, pois acho que não deve ser nada fácil ser adotada simplesmente. A rebeldia com a vida é, no minimo, compreensível.

Mas a gota d'Água para ela entrar para a prostituição acontece depois de um ato violento de bullying, em que um colega de classe a leva para casa para estudar e acaba quase que a estuprando. No dia seguinte, para se vingar da mal sucedida investida, o infeliz espalhou pela escola o caso. Obviamente, com o ponto de vista masculino que na sociedade em que vivemos desqualifica a mulher pelo simples fato de fazer... sexo.

A parir dai ela busca um emprego para sair de casa e se livrar de todo este mundo. Como a falta de opção no mercado de trabalho é gritante, o que sobra para uma jovem de 17 anos que quer ser independente são apenas 2 coisas: caixa de supermercado e prostituição.

Convenhamos que não tem como ser independente ganhando 500 contos por mês. Só sobrou a prostituição.

A alegação de que é possível viver com esse salário decentemente é leviana e hipócrita. Por isso não vou nem me abrir um questionamento sobre isso.


A Raquel então se "alista" em um prostíbulo e começa ali seu caminho rumo à independência. Primeiramente ela se transforma em... Bruna. Apenas Bruna.

Pensa inicialmente em juntar um dinheiro rapidamente e depois sair fora e viver do que conseguiu. Aposto que mais da metade das prostitutas pensam nisso. Mas com o passar do tempo veem que não é tão simples assim. O caminho da perdição é um clássico: Consumismo em demasia (se entupir de roupas, joias,...), más companhias e drogas em excesso. Com ela não foi diferente.

Depois de ganhar o suficiente para se sustentar quis mais. Alçar voos mais altos. Saiu dos braços da cafetina e resolveu andar sozinha. Pensou ela:

- Se com 40% eu já tenho dinheiro pra cacete. Imagine com 100% dos lucros só pra mim.

Dai Bruna resolveu abrir o seu próprio negocio.

Sim... o duplo sentido aqui é inevitável e indispensável.

Resolveu alugar um apartamento e ali fazer seus programas. Como era bem requisitada, a aceitação do seu “produto” era certa. Para dar um tchan a mais ela resolveu adicionar um apelido que tinha ganho em seu prostíbulo anterior: Surfistinha. Nascia ai... Bruna Surfistinha !

O negocio ia tão bem que tinha até secretaria. A parir dai ela cria seu tão famoso blog que originou o livro.

Ele ainda existe para quem interessar. O endereço é: http://naonaopara.virgula.uol.com.br/brunasurfistinha

Já li entrevistas que ela diz que só começou a escrever o blog depois de usar drogas. No filme esse espaço de tempo não bate, mas deixa quieto.

Fazendo 5, 6 programas por dia, o que não faltava para ela era dinheiro.

Perfeito! Raquel Wins!



Mas como na vida nem todo 2+2 são 4, ela acabou enfiando os pés pelas mãos. E isso não é uma parafilia estranha caso sua mente pervertida pense.

O envolvimento com más companhias e principalmente com drogas fez o império "Bruna Surfistinha" desmoronar. Quando eu digo drogas, antes que me chamem de contraditório, eu digo excesso. Apoio o uso controlado, mas isso é assunto para um post futuro.

Assim como milhões de garotas deslumbradas com o dinheiro fácil, a Surfistinha se afundou na trilogia da perdição que citei acima.

Se fudeu, mas agora da pior maneira possível.

Sem mais nada do que ganhou. ela teve que voltar...

Você deve esta pensando: para a casa dos pais!

Mas como seu primeiro mundo (o da família, colégio, classe média) era pior que o segundo ela resolveu começar tudo de novo. Resolveu entrar numa especie de Gang Bang chamado "Vintão". Como o próprio nome indica, você paga 20 reais, fode rapidinho e vaza.

Daí iniciava a volta por cima de Raquel e da Bruna Surfistinha. As duas juntas.

O detalhe nessa conclusão é que nem sempre a parábola volta pra cima.

Depois, ela escreveu o livro, virou celebridade e outros blá blá blás que não mostra no filme.

Resumindo, indico que você veja o filme para ter uma visão mais humana de uma prostituta. Como disse no post sobre a Vila Mimosa, abordarei esse tema mais profundamente em um post futuro.

Comente algo. Deixe sua opinião e ajude esse humilde auxiliar de ajudante de pedreiro que vos fala a ter novas visões sobre o que escrevo.

4 comentários:

  1. Eu gosto do Tom pq ele me dá moral! hauhauhau
    Eu devia ganhar um prêmio! =P

    Só corrigindo a cultura inútil: o livro tem esse nome pq ela é do signo de escorpião e tem um escorpião tatuado NAS COSTAS.

    Acho tão triste pensar que por trás de quase td prostituta tem uma história difícil assim...

    Ah, Tom, vc prometeu mais uns 3 posts só nesse! hauhauahuah Continua sim, q eu gosto! =)

    Beijo,

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  2. Isso da tatuagem q eu ia falar. Dá pra ver no trailer. A ñ ser q o Tom tenha pensado q aquilo era a perna dela. O.o

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  3. Vc num vira puta, vc ja nasce puta, alias toda mulher... Mas tem as que usam, as que nao usam, as que fingem nao usam, as que fingem que usam e as que passam despercebidas pela vida...
    Ja fui puta e digo q tenho vergonha de ja ter dado de graca! Num é fassio! Mas se é de dar pra alguem q num quer casar com vc, que nao te ama, que nao se importa com vc e que so quer uma noite, eu q nao dou por uma carona ou uns drinks! A juventuda passa rapido e com ela a beleza...

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