sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Tom Zé explica Atoladinha

É um metarrefrão, microtonal e polissemiótico. Simples assim.



Me permitem uma divagação?

Pelo que o Tom Zé falou, dá pra concordar que o canto árabe (com suas microtonalidades) é bem mais livre do que o canto gregoriano (com sua escala diatônica quase que presa dentro de uma grade). Prisão - termo do próprio Tom Zé -  estabelecida pelo papa Gregório I, trouxe ordem, harmonia e caretice à música.

Não que não se possa fazer coisas não-caretas dentro desse esquema, mas é mais difícil. Atoladinha, por outro lado, representa, se não um retorno às raízes árabes da música, um "FODA-SE" pra toda a ordem musical. Uma libertação, por assim dizer.

Talvez não por acaso isso tenha se dado num funk, ritmo nada intelectual. Talvez não por acaso isso tenha se dado num ritmo tão sexual e, neste sentido, tão dionisíaco.

Hora de rever meus conceitos...

Um comentário:

  1. "Isso é a igreja católica assoviando, impedindo a mulher de gozar!"
    "Vamos pensar obamamente..."
    "não eram as outras, eram vcs mesmo q não gozavam!(...)Nem na USP!!!"

    hauhauhauhauhauha
    Putz, GENIAL!

    Ele é foda!!!

    Boa divagação, Will. Funk pode ser intelectual, kkk...Ou vai dizer que se libertar não é uma atitude inteligente? =P

    Beijos da Jú!

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