domingo, 6 de junho de 2010

Harry Vs. Jesus

Estava lendo um livro pra faculdade (Cultura da Convergência) e me deparei com informações um tanto quanto curiosas... O autor falava sobre a relação que alguns fãs estabelecem com os livros de Harry Potter e extrapolam suas relações, criando sites e interagindo com outros fãs de forma a utilizarem todas as tecnologias possíveis, inclusive com fins pedagógicos. Tudo muito bonito, mas nem todo mundo é a favor desse tipo de vivência.


Parece que alguns religiosos conservadores viam com maus olhos a imersão que a saga de Harry Potter possibilita a suas crianças, principalmente por ser um tema tão próximo de religiões pagãs, magia e bla bla bla. Selecionei um trecho bem interessante.

"De maneira mais geral, eles temem os aspectos de imersão e expansão dos universos imaginários que estão sendo construídos nas franquias midiáticas contemporâneas. Com relação a isso, outro evangelista, Berit Kjos, compara os livros de Harry Potter com Dungeons and Dragons (1975):
  1. Em ambos, há a imersão dos fãs num mundo de fantasia plausível e bem desenvolvido, com evolução histórica, geografia mapeada em detalhes, magos cheios de entusiasmo e poder, inspirados no modelo dos xamãs.
  2. Nesse mundo de fantasia, tanto crianças como adultos são conduzidos a experiências imaginárias que criam memórias, formam novos valores, guiam seus pensamentos e moldam sua compreensão da realidade."

A crítica deles é exagerada, mas não nego que faz certo sentido. Gostaria, entretanto, de propor um pequeno exercício de criatividade. Releiam o trecho acima, mas onde tiver "Dungeons and Dragons (1975)" leiam "a Bíblia".
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Agora responda: há realmente alguma diferença?

Antes da passagem que transcrevi, há uma citação importante.
"Esses livros são lios incessantemente pelas crianças, da mesma forma que a Bíblia deveria ser lida."

Em outras palavras, não passa de disputa de mercado consumidor.

7 comentários:

  1. Nem tenho mais vontade de debater essas coisas.. cansei ahahha

    Cara, tudo que qlqr religioso criticar na midia, vc pode colocar a biblia lá e não muda nada.

    O cristianismo é uma colcha de retalhos de crenças orientais, europeias e "adjacentes". Tem um pézinho em tudo. Então, se criticar ta falando mal do próprio rabo...


    Se os índios "brasileiros" fossem mais fortes e resistissem, até tupã entrava nessa onda....

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  2. Quero saber o q a Kika tem a dizer.

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  3. O marketing está entremeado em qualquer intituição olhe este post e ve se não é verdade
    http://descortinador.blogspot.com/2010/06/o-marketing-da-igreja.html

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  4. No caso do Harry Potter, eu não posso falar muito, uma vez que comecei a ler o primeiro, mas achei tão infantil que não passei da página 54.
    No caso de D&D, isso pode ser expandido para todos os livros de RPG devidamente conhecidos. Contudo, de maneira geral, pode-se dizer que realmente há uma disputa de mercado, mas não concordo em dizer que justamente com a bíblia.
    Se você analisar apenas com um ponto religioso sobre todos os livros, sempre verá que se pode fazer uma analogia pagã, uma vez que, principalmente nos livros de RPG de fantasia, há uma descrição muito específica de deuses pagãos de diversas culturas e mitologias, assim como criaturas humanoides ou não em geral.
    Mas eu vejo esses livros como uma forma de aguçar o pensamento e o raciocínio, além de ser uma excelente forma de preparar alguém para ingressar numa sociedade como a atual, onde cada um representa um papel de um personagem que ele mesmo escrveu e especificou, desenvolvendo ao longo do tempo e depois de diversas conquistas (quest).
    Mas como muitas das coisas que são escritas por evangelistas a respeito desses temas, eles fazem uma analogia exagerada para provar que, o que não tem ligação direta com o que eles acreditam está errado. Da mesma forma, eu faço uma analogia exagerada, uma vez que tudo que se leva ao extremo, passa a ser algo de extremo perigo, basta vermos os radicais religiosos espalhados ao redor do mundo que praticam pregações disvirtuosas de suas religiões e sempre atraem seguidores que causam atrocidades de todas as formas.

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  5. Porra, Rodolfo, com quantos anos vc foi ler Harry Potter também? hahahahaha Se vc começou a ler depois dos 14 (pode variar) realmente é provável que ache infantil. Eu era viciada quando tinha ONZE anos. Na época até fiz site pra ele, fiz parte de fóruns de discussão, fã club e o caralho. Realmente era um vício e concordo com o que vc disse de que tudo exagerado é perigoso. Na realidade, é muito mais fácil ter esse efeito em crianças mesmo ou pré-adolescentes, são muito mais vulneráveis e tb têm mt mais tempo pra dedicar aos seus vícios. Eu fazia a mesma coisa com O Senhor dos Anéis e Rurouni Kenshin, tudo na fase dos 11 anos.

    Sobre o Will escreveu, acredito sim que seja mais uma disputa de mercado do que qualquer outra coisa mesmo. O que se deseja é que as crianças sejam tão viciadas na Bíblia quanto eram/são em Harry Potter e o tb são atualmente em Crepúsculo. Querendo ou não, esses dois são praticamente um culto mesmo. Existem reuniões, grupos, sites, produtos sobre o assunto, culto aos atores, etc. Dá uma bela grana pra muita gente. Se todo mundo fosse tão viciado na Bíblia quanto em HP é claro que seria tudo o que eles sempre quiseram, né? Várias pessoas dando grana pra tudo que se vende sobre o assunto, dando o dízimo sempre e td o mais... =S

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  6. Em verdade vos digo, já foi assim, ne? Só q c/ os fenômenos pops, a religião teve q disputar o mercado c/ coisas (diga-se d passagem) bem mais divertidas. E aí começam os exageros na implicância (pq a implicância faz parte, eu reconheço).

    Sobre o perigo d vc se jogar numa fantasia, tenho meus receios quanto a isso. Sério. Eu tive esse vício com Yuu Yuu Hakusho. Foi bizarro, kra. Retardei legal. Mas nunca foi algo q me prejudicou em sentido nenhum. E acho q (quase) nenhum produto cultural como Yuyu, SdA, Harry Potter, Kenshin e outros acaba ferrando a vida d alguém pra sempre. Há um entendimento q isso ñ é a realidade, por mais plausível e sedutor. Eventualmente a gente encara isso e segue a vida. Sem contar q nenhuma decisão realmente importante na minha vida foi influenciada pelo meu gosto por anime. E com a religião? É absurdo achar q alguém fica acreditando na fantasia pra sempre? A absurdo achar q pessoas tomam decisões importantes baseadas na história contada no livro?

    Isso q me preocupa.

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  7. Ah! E quando vc tinha 11 anos, Nat, o Rodolfo tinha um filho d 15!

    Esqueci d comentar sobre o comentário do Rodolfo... Meu texto é implicando por motivos óbvios, mas o livro apresenta alguns contrapontos tb. Existe um movimento chamado d discernimento, eu acho. A idéia é revolucionária: considerar q as pessoas pensam! Q as crianças podem refletir sobre o q o livro fala. E q Harry Potter fala coisas muito legais, q os pais devem ajudar os filhos a interpretar sob uma ótica cristã.

    Enfim... Ñ são todos loucos q demonizam todo mundo.

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