terça-feira, 4 de maio de 2010

Sinceridade

Uma pequena homenagem a uma grande amiga. Espero que isso ajude ela e o travesseiro a aproveitarem o mês da masturbação.


A festa tinha sido boa, mas nada especial. Fiquei com um carinha, bonito até, mas não passou disso. Achei estranho ele não ter tentado nada. Não sou gostosona, mas costumo receber elogios. Tenho pele branca e cabelos castanhos como meus olhos. Sou baixinha e meu peso é proporcional. Sempre dizem que pareço mais nova. Minhas coxas e minha bunda são normais, mas o que chama a atenção mesmo são meus seios. São grandes, mas acho que parecem maiores por causa da minha altura. Naquele dia eu estava com uma blusa decotada que os valorizava ainda mais. Fui pro aniversário da Rê me sentindo linda e voltei me sentindo um lixo, tudo por causa de uma ficada meia-boca.

Era pouco mais de quatro horas da manhã quando eu entrei no ônibus. Gastei mais do que planejava na festa e não dava pra pegar um táxi. Havia apenas mais uma pessoa no ônibus (um homem dormindo, provavelmente bêbado). Sentei em um dos últimos bancos e fiquei remoendo o que deu errado com o garoto. Estava tão distraída com meus pensamentos que nem reparei quando entrou mais um passageiro, só vi que ele sentou em um banco próximo ao meu, um pouco atrás. Fiquei com medo, mas tentei manter a calma.

Algum tempo depois, notei que ele levantou e sentou ao meu lado. Gelei. Segurei minha bolsa com força, mas o que ele falou me pegou desprevenida. 
- Desculpa... Com todo respeito, eu quero te comer.
- Como é?!
- Desculpa ser tão direto, mas é que eu fiquei ali te olhando e não consegui resistir. Te achei tão linda e... Fiquei com medo de você descer do ônibus antes que eu tivesse a oportunidade de me aproximar de um jeito mais sutil.

Fiquei sem reação. É claro que eu não acho normal um desconhecido fazer uma proposta dessas, mas eu estava precisando muito de um elogio. Aquele homem dizendo que me desejava não poderia ter surgido em melhor hora. Enquanto eu processava tudo isso, ele colocou a mão em meu joelho. Segurei sua mão com a intenção de tirá-la, mas hesitei.
- A verdade é que eu te desejo. Vou entender se você não quiser, mas eu faria qualquer coisa pra ter ao menos uma noite com você.
- Você tá brincando, né?
- Claro que não. Também não tô bêbado nem nada assim. Eu só não consegui parar de te olhar desde que entrei no ônibus.

Ele realmente parecia sóbrio. Estava arrumado, provavelmente também voltava de alguma festa. Tinha altura normal, com cabelo e olhos pretos e barba por fazer. Corpo bonito, moreno, bronzeado. Devia ser pouco mais velho que eu. Me perguntava o que o levou a agir daquela forma. Enquanto eu pensava nisso, ele subiu sua mão pela minha perna, trazendo o tecido da saia junto. Fiquei arrepiada na mesma hora. Não sei como, juntei forças e impedi seu avanço.
- Não!
- Você sabe que quer.
- Você não sabe o que eu quero.

Ele se aproximou devagar do meu pescoço. Eu poderia ter impedido, mas acho que queria ver o que ele ia fazer. Ele cheirou meu pescoço lentamente, como se degustasse o meu perfume. Eu fechei os olhos automaticamente. Quando abri, ele me olhava com um leve sorriso nos lábios. Se aproximou novamente e disse em meu ouvido:
- Sei sim.

Ele beijou meu pescoço e me deixou arrepiada de novo. Não consegui mais resistir quando ele tentou de novo tocar minha calcinha. Só aí eu percebi que estava molhada. Fiquei com um pouco de vergonha e lembrei que não estávamos sozinhos. O outro passageiro continuava dormindo e o cobrador estava conversando com o motorista. Parei de me preocupar e resolvi curtir aquela mão me acariciando por cima da calcinha enquanto a minha deslizou pelo seu braço e passou para sua perna.

Ele botou minha calcinha de lado e escorregou seu dedo pra dentro de mim. Apertei sua perna e soltei um leve gemido. Ele se empolgou ainda mais. Conduzida por ele, repousei a mão em cima do seu pênis. Estava duro, fazendo um belo volume na calça jeans. Não resisti e abri o ziper pra poder tocá-lo. Era quente e macio. Ele já estava com dois dedos dentro de mim quando coloquei seu membro pra fora da calça. Lindo! Eu arriscaria uns 17cm. Fiquei uns instantes admirando e depois comecei a masturbá-lo.

Sem que eu esperasse, ele tirou seus dedos de dentro de mim. Vendo minha cara de surpresa, ele calmamente lambeu os dois de uma vez. "A gente desce aqui", falou. Desci com ele sem fazer perguntas. Caminhamos um pouco e chegamos a uma ruazinha pouco iluminada com quase nenhum prédio, praticamente só casas, e muitos carros estacionados. Quando passamos entre uma kombi e uma árvore, ele me segurou com firmeza e me beijou. Ainda não tínhamos nos beijado e me arrependi de não ter feito isso antes. Aquele homem beijava muito bem. Pude sentir seu membro indicando o quanto ele estava excitado.

Já não podíamos mais segurar o tesão. Os beijos passaram pelo meu pescoço e pararam nos seios, que já estavam pra fora da blusa. Enquanto uma de suas mãos ajudava nessa tarefa, a outra segurava a minha bunda por baixo da saia. As minhas estavam ocupadas em abrir sua calça e segurar aquele pau duro. "Camisinha?", perguntei. Ele já estava com ela na mão e tratou de colocá-la.

Ele botou minha calcinha pro lado e me penetrou de uma vez. De pé, encostada na árvore. Com a perna erguida eu o envolvia e puxava mais pra perto. Queria cada centímetro daquele homem dentro de mim. Nossos gemidos eram abafados pelos beijos. Coloquei minhas mãos por dentro de sua camisa e arranhava suas costas suadas. Ele me pegou no colo e continuou a me comer ali mesmo. Minhas costas doíam, mas eu não queria parar. Segurava sua cabeça contra meus seios, e ele chupava com vontade. Tentava não gemer para não chamar atenção, mas estava gostoso demais e alguns escapavam. Parecia que a cada estocada ele ia mais fundo.

Mudamos de posição e fiquei com as mãos apoiadas na árvore e a bunda bem empinada. Ele arrancou minha calcinha e beijou minha bunda. Deve ter ficado admirando a visão, pois não penetrou logo. Aqueles segundos de espera pareceram uma eternidade. Dei uma reboladinha e ele veio, certeiro. Lento, mas certeiro. Cada centímetro daquele pau quente que entrava em mim me fazia perder ainda mais o controle. Ele retirou quase tudo, outra vez sem pressa. Era a melhor tortura da minha vida! Quando ele foi enfiar de novo, joguei minha bunda pra traz, fazendo entrar tudo de uma vez. Daí pra frente o rítmo das estocadas só aumentou. Ele me comia com força segurando firme em meus quadris e eu gemia sem o menor pudor.

Minhas pernas tremeram. Gozei. Um dos melhores orgasmos da minha vida! Mas ele ainda não tinha terminado e continuou me penetrando com força. Ele fincou suas unhas na minha pele e aumentou o ritmo. Eu já não agüentava mais. Gozei de novo e foi ainda mais forte! Caí no chão, sem fôlego, exausta. Só quando me recuperei é que vi que ele tinha gozado junto comigo. Sorrimos, claramente satisfeitos.

Ele me ajudou a levantar e me beijou. Já estava amanhecendo quando pegamos um taxi e ele me deixou na porta de casa. Demos um longo beijo de despedida e o carro só partiu depois que eu entrei no prédio. Ele me deu seu telefone. Eu nunca liguei...

5 comentários:

  1. num acredito.. dps disso tudo nunca mais ligar eh sacanagem neh!

    tola!


    haha


    historia bacana

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  2. ótima história!

    fico pensando quantas milhões de histórias como essa deixam de acontecer todos os dias por causa do pudor das pessoas..

    por outro lado, se não houvesse o pudor, então talvez essa história não fosse tão emocionante..

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  3. história mto boa! parabéns amigo, vc já encontrou o dom que existe dentro de você! hahaha

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  4. Só encontrei uma boa inspiração. =)

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  5. parabéns Will, ficou foda o conto!

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