domingo, 2 de maio de 2010

A Publicidade Sagrada


Ontem, quando o assunto no bar morreu, eu, pra variar, sugeri falarmos de religião. Papo vai, papo vem, um garoto falou sobre o quanto a cultura ocidental é influenciada pelo judaísmo. Discordei. Pra mim, quem influencia o ocidente é o catolicismo, por mais que este seja, como o meu amigo disse, um filhote ainda em formação do judaísmo.

É lógico que as bases do catolicismo estão na religião judaica, mas só conhecemos por causa dos cristãos. A força dos judeus é indiscutível, mas seu caráter agregador não é tão forte assim. Seus costumes permanecem no círculo dos pertencentes ao "povo escolhido" e não existem estratégias para disseminar isso. Ou, se existem, não são tão eficientes. A religião cresce junto com o povo e não tanto para fora do povo.

Já os católicos conseguiram mudar a cara do mundo ocidental ao disseminarem sua religião. Meu amigo acha que ao seguir os católicos você no fundo está seguindo os judeus. Meu argumento contra é que a maioria da população só concorda com idéias judaicas quando os católicos aceitam. Comer porco, por exemplo, é assunto sério pra maioria dos judeus. Católicos, por outro lado, talvez vejam como idiotice alguém pensar em não comer porco. Ou mesmo que não vejam dessa forma, comem sem pensar duas vezes, e a maior parte das pessoas segue essa mesma lógica. Por outro lado, mesmo quem não se diz católico inventa de comer peixe na sexta-feira santa.

"Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo" é o quarto mandamento judaico. Para os católicos é o domingo. Os judeus vieram antes, então não tenho dúvidas de que eles estão certos nessa questão, mas qual é o dia em que a maior parte dos estabelecimentos e das pessoas trata como se fosse feriado? Sábado ou domingo?

Isso tudo graças a uma estratégia de divulgação muito eficiente por parte da Igreja Católica. Não cabe aqui tentar mapear essa estratégia (outro dia talvez), mas não há dúvida de seu sucesso. Não há dúvida porém de que a Igreja Católica só virou o que é por causa de uma estratégia também muito eficiente do povo judeu. Foi sem dúvida isso que permitiu que Jesus e seus ensinamentos bombassem em um contexto em que os judeus não eram exatamente queridos em Roma.

Ficou então a dúvida de qual eu "admiro" mais: se são os católicos com sua capacidade de agregar costumes e se renovar para ampliar sua penetração ou se são os judeus com seu poder de misturar história, religião, "raça" e cultura para preservar seus costumes. Qual vocês acham que ganha?

15 comentários:

  1. Poxa, religião é sinônimo de confusão! Geralmente eu prefiro não opinar pois meu ponto de vista costuma ser muito ácido, mas como hoje é o "Dia da Blasfêmia" aqui na SD, então lá vou eu:

    No quesito safadeza, tanto o judaísmo quanto o cristianismo e o islamismo empatam com louvor.

    O seu amigo acha que o cristianismo é só uma continuação do judaísmo? E o judaísmo? Até onde eu sei toda cultura judáica tem como base a sintese religiosa de povos mais antigos...não tem nada de original, é tudo "chupim" dos persas, egípicios, babilônios e gregos.

    Eles assimilam outras culturas e isso torna a própria identidade cultural deles mais forte. Mas é justo que deuses de outros povos como o Shaitan persa, o Lúcifer romano e o Ball/Zebub da babilônia tenham sido incorporados como entidades demoníacas??? É justo deturpar os valores de outras culturas para fortalecer a sua própria identidade??

    Agora, quando se trata de manipulação das massas, o cristianismo ganha disparado de qualquer outra religião monoteísta. Na verdade, sinto que a formulação da instituição católica romana sempre teve como objetivo real manipular, muito mais do que propriamente pregar valores religiosos. É tudo enganação, "religião" só no nome, na verdade se trata de jogo de poder, influência psicológica e dominação cultural, só isso.

    No fundo essas distinções religiosas e culturais são coisas que, ao longo do tempo, se tornaram nocivas e destrutivas à humanidade como um todo. Hoje a informação é difundida rompendo as barreiras culturais e limitações sociais, fazendo com que todos se reconheçam como parte uma única humanidade. Essencialmente diferentes, mas com os mesmos anseios, desejos e necessidades.

    Esse lance de religião é um reflexo insustentável da ignorância herdada de nossos ancestrais. São conjuntos de idéias que vão contra todos os mais profundos valores humanitários, quanto mais distintiva e exclusivista, pior! Apesar de aparentemente pregarem uma mensagem de paz, são as maiores causadoras de guerras e sofrimentos.

    Ao meu ver a necessidade de acreditar nessas bobagens é algo que precisa ser superada, caso tenhamos esperanças de deixar para nossos descendentes uma sociedade mais justa e sábia.

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  2. o judaísmo é a Apple e o cristianismo é a Microsoft.

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  3. Ainda fico espantada quando alguém acha que religião é para quem carrega a ignorância nas costas. Não sou religiosa, mas esse discurso desqualifica qualquer um sem ao menos a necessidade de discussão. Muito religioso isso...

    No mais... não acho que uma sociedade sem religião seria mais justa e sábia. Não, na verdade, isso é um mero achismo de quem acha que a salvação de tudo está numa sociedade em que não haja deuses e afins. Olha, eu queria muito acreditar nessa utopia, mas o que vejo não me faz crer nisso. A ciência nem de longe provou ser uma alternativa mais humanitária. Não vi sistema político que abrace igualmente a todos, tampouco modelo econômico. Então se alguém me responder qual o papel que o fim da religião teria para uma sociedade pacífica, sábia ou o que quer que seja, ficaria bastante grata.
    Acho que querer fim da religião é um pensamento tão nocivo quanto os que querem impregnar todos numa crença. Até porque, se um fulano acredita numa coisa, o problema é só dele.

    Mas enfim, eu tenho um pé atrás em relação à religião não porque acredito que ela seja de toda ruim, mas tem uns lances de fato contraditórios. Como abraçar a todos, mas se manter longe do que é mundano? A religião acaba sendo excludente.
    Acho realmente interessante quando vejo um religioso dizendo que vai para o céu e falando que quem não acredita nas crenças dele, vai para o inferno. Já vi gente cristã dizendo isso com toda a pompa na boca. Fico pensando para onde vai todo o espírito solidário de amor e compaixão ao próximo nesses momentos.

    Não acho que é a religião que mata por si só, mas os discursos que se escondem por trás dela e a forma como pessoas se utilizam de textos sagrados e tal.
    Eu fico com a opinião de que o maior problema não é a religião, mas "a falta de conhecimento das pessoas e condições sociais que favorecem a proliferação de ideias absurdas". A religião pode ser uma importante arma para promover violência, sem sombras de dúvidas, mas aí eu fico pensando se a culpa é realmente da religião. E os agentes? E os discursos ocultos?
    Certo ódio contra nacionalidades, disputas de tribos gerando guerras civis, Igreja promovendo genocídio... nada disso aconteceu porque havia uma religião somente. E bem... não se precisa de religião para matar em massa. Basta lembrar do nazismo.
    Enfim, acho por demais simplista esse lance de "vamos acabar com a religião e seremos melhores".
    Não acho que a religião é o ópio do povo. Acho que a ignorância, sim, é o ópio do povo. Se a discussão for para o lado de que a religião promove ignorância... pode até ser ou não. O fato é de que um povo super religioso e preconceituoso não é assim sem um contexto social que o faça ser de tal maneira.

    Aliás, uma sociedade sem religião, seria uma totalmente cientificista? Ciência respondendo a tudo?
    E eu que pensava que o positivismo tinha ficado para trás.
    Isso até me fez lembrar do livro “Admirável Mundo Novo”. Um mundo sem religião, mas viciada na crença de um modelo social, econômico, político e científico.

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  4. Vc é estranha Kika!

    Tem uma linha de raciocínio confusa!

    Quando eu mostro um canto da parede, eu espero que o expectador por si mesmo deduza que existem mais 3 cantos, não fazer isso seria de uma preguiça mental enorme. Então vc precisa aprender a fazer as conexões necessárias e julgar o texto em discussão em sua totalidade, não apenas baseado nas palavras que foram escritas, mas em todo o contexto por trás delas.

    O tema debatido aqui é religião, por isso me limitei a falar sobre religião, mas em nenhum momento eu disse que a religião é a única e absoluta culpada por todas as mazelas humanas.

    E para mim o religioso é um ignorante sim e acima de tudo preguiçoso, que prefere se acomodar e aceitar o que sua religião prega sem investigar a origem dos conceitos ou os fatos históricos por trás do que acredita.

    Vc citou o nazismo, que igualmente foi um regime político capaz de provocar o mesmo tipo de histéria coletiva religiosa (sim Kika, caso vc não saiba o conceito de "religiosidade" não se aplica somente a religião, existem pessoas que seguem religiosamente um time de futebol ou um partido político, por exemplo), porém a igreja católica teria matado muito mais pessoas durante a época da inquisição do que o holocausto nazista. Por comparação devia ser mais vergonhoso assumir ser católico do que assumir ser nazista, mas o cristão burro e ignorante acaba compactuando indiretamente com os crimes cometidos por sua igreja quando afirma sua fé em uma organização assassina e mesquinha.

    Vc acha que a o mundo era melhor antes do cristianismo?? Não é isso que os fatos históricos demonstram, desde do ano 01 da era cristão até por volta de meados do século 15, vivemos um período que fico conhecido historicamente como “idade das trevas” onde a igreja obteve tanto influência que tornou-se o centro do poder político e econômico ocidental. Não precisa nem dizer que eles não melhoraram o mundo em nada, ao contrário, contribuíram para transformar a terra em um verdadeiro inferno. Não vou nem debater isso contigo, os livros de história estão aí pra mostrar tudo.

    Não cabe a mim dizer se o método científico é ou não o mais indicado para transformar o mundo em um lugar melhor, mas sei que a religião só tem contribuído para torná-lo um lugar pior.

    E aos religiosos que desprezam o pensamento científico, eu sugiro que simplesmente continuem acreditando que a Terra é plana, esqueçam a luz elétrica, os computadores e todos os aparelhos elétricos, ao invés de se medicarem com produtos farmacêuticos rezem esperando que Deus traga-lhes a cura. Pois é um tremendo contra-senso e um insulto a minha inteligência que um religioso qualquer usufrua dos benefícios científicos que conquistamos a custas do sangue de muitos sábios e estudiosos, e ainda assim tenha a cara de pau de criticar a ciência.

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  5. É isso ai Caio!

    O judaísmo é a Apple e o cristianismo é a Microsoft, querem monopolizar o mercado de nossas mentes nos fazendo interpretar o mundo através do mesmo sistema operacional tosco...hsauhsuahshuahua.

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  6. Will, essa é pra você usar nas conversas de boteco: apesar do cristianismo possuir um forte apelo psicológico, "publicidade sagrada" como vc mesmo chama (rs), ele só se difundiu no ocidente de maneira tão formidável através do sangue e da espada.

    Não foi um processo bonito.

    Oficialmente a Inquisição iniciou suas atividades por volta de 1200 D.C., mas sabe-se que desde o início da proliferação cristã na roma no século 1, católicos já matavam todos que discordavam de suas boas intenções. As cruzadas tb são um bom exemplo da barbárie cristã.

    Oficialmente, só entre 1450 à 1750 foram mais de 9 milhões de mortos.

    Para se ter uma idéia das dimensões, o holocausto nazista teria exterminado entre 7,5 milhões à 21 milhões de judeus nos campos de concentração.

    Devido ao vasto território de dominação cristã
    e os mais de 1.000 anos de matança, estima-se que a igreja católica sozinha tenha torturado e assassinado mais pessoas do que todas as grandes guerras juntas, incluindo mulheres idosas e bebês de colo.

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  7. Não vi confusão na minha linha de raciocínio.
    Quanto ao estranha... ainda bem que o sou. Ficaria preocupada se me dissesse que sou normal.

    Camarada, você não entendeu minha colocação. A religião por si só não fez nada sem um pano de fundo, uma intenção bem mais escusa do que levar alguma crença às pessoas e um contexto que a favorecesse. Submeter pessoas a um regime e fazê-las aceitar alguma condição não é um discurso por si só religioso, é muito mais político, aliás. E vale lembrar que a Igreja ao longo da história foi uma instituição muito mais política que religiosa, já que seus objetivos não era o de santificar a população, mas de submetê-la a seus interesses. Por isso eu acho que religião SOZINHA não matou tanto.

    E não, não sou obrigada a ler seu discurso por trás, nem tampouco ver as outras perspectivas não mostradas por você, mas não vou falar sobre isso porque os livros de análise do discurso, pragmática e textualidade estão aí para mostrar isso. Privilegiar um lado é sempre uma forma interessante de manipulação do discurso.

    Religiosidade é um termo referente à religião. Em outras expressões é uma extensão semântica da ideia de religião, mas não é simplesmente o mesmo significado ou conceito de religiosidade, caso você não saiba.

    Sinceramente, não conheço religiosos que desprezam o pensamento científico, mas vou parar por aqui que essa discussão nem de longe está saudável. Já vi muitos discursos ácidos de ateus, mas fico admirada quando vejo um tão similar ao de fanáticos religiosos sendo feito por alguém não-religioso.

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  8. no meu ponto de vista, a discussão de você está saudável sim.. e deveras interessante.

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  9. Bem, eu ia ser mais bonzinho com vc pelo fato de ser um cavalheiro. Mas...

    Seu discurso é o mais confuso possível, o menos objetivo e de argumentação falha. Primeiro vc vai contra a minha idéia de que a religão é nociva e precisa ser extinta (coisa que naturalmente já vem ocorrendo no mundo todo desde a revolução iluminista), depois vc diz:

    "Mas enfim, eu tenho um pé atrás em relação à religião não porque acredito que ela seja de toda ruim, mas tem uns lances de fato contraditórios."

    Ou ainda:

    "A religião pode ser uma importante arma para promover violência, sem sombras de dúvidas, mas aí eu fico pensando se a culpa é realmente da religião. E os agentes? E os discursos ocultos?
    Certo ódio contra nacionalidades, disputas de tribos gerando guerras civis, Igreja promovendo genocídio..."

    São possíveis argumentos que eu defendo o tempo topo, eu mesmo disse no meu primeiro post:" É tudo enganação, "religião" só no nome, na verdade se trata de jogo de poder, influência psicológica e dominação cultural, só isso."

    Que parte disto vc não entendeu?????????

    Como já mencionei, eu nunca falei que a culpa era só da religião, embora considere que ela seja a principal responsável, pois é ela que deveria cuidar individualmente dos valores internos humanos. Mas quando me refiro a religão neste blog, espero estar escrevendo para pessoas adultas e inteligentes que entendam que o tema religão está intimamente conectado com política, cultura e econômia. Não espero ter que ficar escrevendo sobre sutilezas óbvias, pois ninguém aqui é criança e eu respeito a capacidade de raciocínio dos leitores.

    Agora se liga na sua confusão mental, primeiro vc diz: "Então se alguém me responder qual o papel que o fim da religião teria para uma sociedade pacífica, sábia ou o que quer que seja, ficaria bastante grata."

    Depois vc mesma se contradiz e até meio que responde a sua própria pergunta ao se referir à abordagem de alguns religiosos: "Fico pensando para onde vai todo o espírito solidário de amor e compaixão ao próximo nesses momentos."

    Putz...será que foi só eu que percebi isso????

    Agora a maior pérola mesmo foi essa:
    "A ciência nem de longe provou ser uma alternativa mais humanitária."

    Se vc acha mesmo que a ciência não é humanitária, deveria começar queimando seus livros, pois a invenção da tipografia, que inclusive foi o fator que mais contribuiu para divulgação da informação no período da idade média, é uma invenção científica. Computadores e internet, despreze tudo isso...a descoberta dos antibióticos e os avanços da medicina tb são uma invenção científica caso não saiba. Luz elétrica e todas as outras infinitas contribuições da ciência para a humanidade passam até batidas, não é?

    Se a ciência fosse uma religião, com dogmas e sacramentos, e só disponibilisasse seus avanços aos adeptos de sua linha de raciocínio, ai sim vc poderia afirmar que a ciência não é humanitária. Mas a verdade é que esses avanços estão disponíveis para todos que tenham como adquiri-los, sejam religiosos ou ateus.

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  10. No fim vc nem concluiu sua linha de argumentação, ficou em cima do muro , na ambigüidade paradoxal, sem expressar claramente se é contra ou a favor do pensamento religioso.


    Em seu ultimo post:"Submeter pessoas a um regime e fazê-las aceitar alguma condição não é um discurso por si só religioso, é muito mais político"

    Novamente é o que eu venho dizendo deste o primeiro post! Inclusive essa tendência manipulativa levada por interesses próprios, políticos e econômicos, é o principal argumento que eu uso para decretar que a religião é uma organização podre. Agora vc concorda comigo, é isso??????

    Olha vc aqui...rs:
    "E não, não sou obrigada a ler seu discurso por trás, nem tampouco ver as outras perspectivas não mostradas por você, mas não vou falar sobre isso porque os livros de análise do discurso, pragmática e textualidade estão aí para mostrar isso."

    Isso aí é característica de quem não gosta de pensar e só assimila as informações que já vem toda mastigada, se chama preguiça mental, e sinceramente analisar meu discurso foi tudo que faltou para que sua prórpia resposta fosse coerente.

    Tem mais:
    "Sinceramente, não conheço religiosos que desprezam o pensamento científico"

    Até onde sei, oficialmente católicos e evangélicos desprezam a teoria da evolução de Charles Darwin e preferem acreditar que os humanos descendem biologicamente de Adão e Eva. Quer prova maior que essa de que são contra o pensamento científico????

    Para finalizar, como disse o Caio, eu tb estou achando essa discussão muito saudável, não sou de ficar em cima do muro como vc e não tenho a intenção de ser "politicamente correto", tenho opiniões muito bem formadas, porém passíveis de mudança caso confrontada com provas documentais coerentes (assim como na ciência).

    Não odeio nenhum religioso, não saio por aí batendo nas pessoas ou colocando fogo nas igrejas. Mas acho sim que são uns ignorantes(é um direito meu baseado em todas as atrocidades promovidas pela fé) e para mim, ser cristão é pior que ser nazista pelos motivos que já citei aqui. O problema é que os seres humanos esquecem muito facilmente do passado e se arriscam a cometer os mesmo erros e tolices que já nos levaram ao genocídio em massa centenas de vezes.
    *Obs.: E tb devo dizer que nunca antes havia debatido com um não-religioso, que sofresse das mesma confusão mental , falta de conhecimentos históricos e dificuldade de interpretação de idéias, características dos religiosos.

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  11. Não acho que a invenção da prensa de tipos móveis tenha sido uma invenção científica. Difícil explicar, mas acho q é pq penso q uma invenção, pra ser científica, tem q ser muito baseada em conhecimentos científicos e é praticamente determinado q ela ocorra em determinada época. No caso da prensa, ela poderia surgir em qualquer momento em que um imbecil juntasse quadradinhos com letras, tinta e papel. A mesma coisa pra roda. Ela pode ser vista como uma invenção científica, mas acho q em qualquer momento da história ela poderia surgir na mente d alguém, então é mais uma invenção prática q científica. Espero ter me feito entender.

    Obs.: Eu sei que comentei a parte menos importante d tudo q v6 disseram.

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  12. Bem...embora a primeira prensa móvel criada por Gutenberg, aos nossos olhos não pareça grande coisa, na verdade o conceito por trás dessa máquina é bem simples mesmo; foi uma máquina desenvolvida antes da revolução industrial, para a época isso provavelmente foi o âpice do avanço tecnológico.

    Hoje nós vamos em um jornal e vemos aquelas prensas automáticas gigantescas, é um maquinário extremamente complexo, mas ainda assim baseado no mesmo princípio da velha máquina de Gutenberg.

    Como vc citou qualquer imbecil poderia juntar quadrinhos com letras tinta e papel, mas Gutenberg foi o primeiro...rs. Das sociedades primitivas até o ano de 1440 D.C. ele foi o único a ter essa idéia e o fez atráves da aplicação de princípios básicos de geometria e mecânica. Arquimedes e Eirão de samos, em sua época construiram máquinas muito mais surpreendentes usando os mesmos princípios, inclusive protótipos de máquinas a vapor, mas nenhuma dessas mentes brilhantes teve a idéia de criar uma máquina capaz de reproduzir textos.

    Então, tenho comigo que o fato de ser uma máquina primitiva e simplista não desqualifica o seu valor tecnológico.

    Aê Will, isso aí é intriga da oposição...shauhsuahushuauaa.

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  13. Concordo. Só disse q ñ considero uma invenção científica. Ñ é uma invenção insignificante, mas considero outra coisa (q eu ñ sei dizer exatamente o q é) q ñ ciência.

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  14. hsuahshaushaua...entendo como vc se sente. Existem coisas que nos parecem tão simples, tão óbvias que fica até díficil entender sua relação com a ciência.

    Mas veja, Fp x OP = Fr x OR, esse aí é o calculo matemático que Arquimedes usou para descobrir o princípio da alavanca. Mesmo uma simples gangorra é resultado da aplicação prática de conhecimentos de matemática, física e mecânica.

    São consideradas invenções científicas por que são o resultado dessas disciplinas. Eu não sei se Gutenberg precisou fazer cálculos complexos de geometria e mecânica para inventar a prensa móvel ou se ele fez tudo de forma intuitiva. Lá por volta de 1440 reinava a ignorância, não havia escola para o povo e nem acesso a qualquer tipo de informação como temos hoje. Então me parece que somente alguém culto, estudioso das disciplinas citadas, poderia neste período dispor dos conhecimentos necessários para se construir um aparelho desses, por mais simples que possa parecer hoje em dia.

    Abraços!

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  15. Discordo. Esse aparelho me parece uma ferramenta muito prática e que não envolve nenhuma teoria. Sendo assim, sua invenção seria muito mais intuitiva e pouco científica. Ñ temos como saber, mas essa é minha pinião. Da mesma forma, Arquimedes usou os cálculos pra descobrir o princípio da alavanga (que já existia) ou pra inventar a alavanca? É bem diferente.

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