domingo, 18 de abril de 2010

Testemunho de Fé #1

Se você tiver alguma história que queira publicar aqui, envie para sociedadedionisiaca@gmail.com.

Não tem muito tempo que isso aconteceu comigo. Um mês, no máximo. Discuti por MSN com uma amiga, mas isso era normal entre a gente. Quase um hobby. Mas, desta vez, no calor da discussão, ela entrou em um terreno proibido. Algo extremamente sério e que me atingiu em cheio. Meu ponto fraco e ela sabia. Foi realmente baixo.

O que isso tem a ver com Dionísio?

Sempre fui muito aberto (ui!) e não acho que seja um problema. Costumo dizer que minha vida é um scrapbook aberto. Ou que minha vida é um litro aberto. Essa história, no entanto, me fez começar a pensar que até pra mim existe um limite. Não que eu pensasse que sou fodão e talz, mas encontro poucas coisas que realmente me pareçam barreiras intransponíveis.

Pareceu que essa minha "amiga" ultrapassou os limites na brincadeira. Limites estes afixados pelos meus sentimentos. Me parece meio óbvio que ela nunca deveria ter cogitado isso, assim como eu procuro me limitar àquilo que não fere realmente os sentimentos dos outros. Ela perdeu a linha e eu é que paguei o pato. Pensei até em reavaliar minha dedicação a Dionísio.

Mas chega de papo emo e vamos ao que interessa. Aproximadamente 24h depois da noite em que mal dormi por causa desse desentendimento, estava vendo TV quando recebo uma ligação que me pegou de surpresa. Eram TRÊS DA MANHÃ quando recebi a ligação de uma menininha linda com quem eu já ficara. Estava "presa" perto da minha casa sem transporte para voltar para sua longínqua residência. Prontamente ofereci um leito para ela pernoitar. Aí veio o balde de água fria. "Tá, eu e o Bruno chegamos aí daqui a pouco."

Fiquei puto por ter sido feito de tolo e oferecer minha casa de motel pra garota com quem eu já tinha ficado, mas também não iria deixá-la na rua por causa disso. Éramos amigos afinal de contas.

Eles chegaram às 3:30 e ficamos conversando. Ela disse que queria conversar comigo e achei que era algo sobre brigas com amigos nossos. O tal do Bruno foi dormir no quarto que eu separei pra eles e ela ficou conversando comigo. Ela fez questão de dizer que não estavam ficando. Pouco tempo depois estávamos nos beijando e ela acabou resolvendo dormir no meu quarto. ^_^

Algum tempo depois, o garoto veio ao quarto buscar água do frigobar. Percebendo que isso não passava de uma desculpa pra ver se estávamos transando, me ofereci pra conversar com ele. Deixei a garota dormindo e passei as horas seguintes dando atenção pro cara, que até tremia de tão enciumado.

"Que otário, perdeu a transa por causa de um cara que nem conhece", vocês pensam. Talvez. Mas acho que não perdi, só adiei. E vejo a situação por duas óticas diferentes. Primeiro, Dionísio estava me dando às 4h da manhã uma garota gostosinha como consolação por terem abusado da liberdade que eu dei. Depois, ele me ofereceu a oportunidade de estar no lugar daquele que é "usado" pra prejudicar outro. Já estive na posição de quem é sacaneado e, infelizmente, já estive na posição de quem sacaneia. Na primeira, me arrependi de ter dado oportunidade (e aprendi a lição). Na segunda, me arrependi de ter vacilado com uma pessoa legal (e aprendi a lição). Agora eu estava em uma posição externa à relação dos 2 e pude finalmente fazer o que eu achava certo: aproveitar minha liberdade até que ela esbarrasse nos sentimentos de outra pessoa.

Vou me arrepender um pouco se nunca mais conseguir nada com essa garota, mas espero conseguir. Será que deveria ter feito diferente?

9 comentários:

  1. Fez certo, hein. Achei bem coerente.



    Geninha, a Mega Gostosa.

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  2. Acho que o comentário acima está no lugar errado.

    Em discussões vez ou outra as pessoas se empolgam tanto que podem deixar escapar alguma coisa que atinge o outro. Eu acho isso perfeitamente normal, talvez não seja aceitável, mas também não é motivo para fazer menos da pessoa que disse tais palavras.
    Estar sempre dentro do limite que não agrida ao outro é complicado. Somos seres humanos passíveis de cometer erros e de crimes inimagináveis. Se nem os limites expressos em lei são obedecidos, que dirá dos que são merametne subjetivos.

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  3. Oh, que atitude cristã!!
    shahsahsahsha

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  4. Vou pro céu dos q ñ fazem sexo. XD

    Kika, em discussões o objetivo é atingir o outro. Normalmente é atingir o outro através do argumento, é claro, mas ñ é raro q acabe partindo pro lado pessoal. D qualquer forma, existem níveis e níveis. Alguns (como essa minha "amiga") descem baixo demais às vezes. Entendo perfeitamente a agressão no meio d uma briga intelectual, mas até pra isso existe limite. Tanto é q mesmo ela me dando motivo eu a poupei d algumas coisas do mesmo nível. Ela me deu motivo pra falar, mas eu ñ havia dado pra ela fazer primeiro. Ñ nesse nível.

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  5. will, quem vive pregando a liberdade, tem que aguentar os excessos.
    e como disse kika: se nem os limites expressos em lei são obedecidos, que dirá dos que são meramente subjetivos. vai já deve ter desobedecido limites subjetivos alheios. quem sabe até dessa sua "amiga".

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  6. Valeu pelo toque, "anônimo". Mas existem limites e limites. Esse q ela ultrapassou talvez seja o único q eu defino como intocável e deixo bem claro isso pra todo mundo. Ela apelou e sabe disso. E tb é foda qnd uma pessoa q sequer tenta compreender meu conceito d liberdade fica usando contra mim pra me "obrigar" a aceitar a falta d caráter dela. Como eu disse, é perfeitamente compreensível se exceder, mas existe um certo ponto do qual não há volta.

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  7. entendo. eu quis dizer que vc pode ter desobedecido limites de outras pessoas que vc não sabia que existiam, jah que é subjetivo.

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  8. Ñ é impossível. Mas eu faço d tudo pra tentar me redimir qnd a coisa chega a esse ponto. E eu deixo o meu ponto bem claro. Se o limite da pessoa também é claro, provavelmente eu não chego a ele.

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