terça-feira, 27 de abril de 2010

Poesia Erótica

Uma amiga recorreu a mim, pois precisava de inspiração para fazer sexo virtual com o namorado que estava viajando. Segundo ela, faziam todo dia e imagino que estava perdendo a graça justamente por isso. Ela queria algo bonito e ainda excitante. Me procurou querendo poesias eróticas.

Infelizmente eu não conhecia nada de interessante, mas fui pesquisar pra ajudá-la. Encontrei um site português chamado Estúdio Raposa que me pareceu interessante. Ele disponibiliza um áudio com um cara falando sobre o autor e lendo alguns poemas (não recomendo que ouçam, porque ele interpretando tira toda a eroticidade do texto) e a transcrição. Algumas são realmente muito boas.

Darei a vocês uma amostra do que encontrei por lá. Esses dois poemas são de uma blogueira chamada Menina Marota. Não achei o título. Espero que gostem.

Deixo-me embalar pela música.
Fecho os olhos e sinto
o teu rosto mergulhar nas ondas do meu
cabelo.


As tuas mãos como plumas
percorrendo meu corpo.
Encostas-me à janela
e pressionas o teu corpo no meu.


Sinto uma volúpia quente
subir e fundir-se em mim.
Uma a uma, as peças vão desaparecendo
e eu estou ali,
nua, faminta, com as ondas
do meu corpo a chamarem-te ...


E tu vens, qual trovão em dias de
tempestade.
Para lá da janela, nada mais existe.
Somos nós, um só corpo
possuídos pelo mesmo desejo:
Amar ...

Fecho os olhos e
ousadamente
os meus lábios
tecem o teu corpo
na volúpia da tua pele.

As minhas mãos percorrem
calmamente,
sem pressa,
em carícias incontidas
em desejos refreados
de mulher-fêmea que
se solta nos teus braços.

Um instante abrasador
de loucura.
Nossas peles colam-se
suadas,
frementes
num amor arrebatado
que já não conseguimos conter.

Chuva fina de amor em exaustão -
limites para além da nossa paixão -
eu me dou no teu corpo vivido
bebes-me
sugas-me
a alma dentro do sentimento
em lençóis vermelhos para lá da imaginação.

Sem medos nem pudor
nossos corpos conhecem o caminho ...

19 comentários:

  1. acho que poesia não combina com volúpia não.. pelo menos não uma poesia bonita como essa.. pra ser excitante, acho que teria que ser feia e bem suja

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  2. Discordo. Consigo ver harmonia nas duas possibilidades. Desde que bem conduzidas. Essa eu achei mais bonita do q excitante. Mas penso q meninas possam ver empate entre esses quesitos. Ou não...

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  3. É, eu também discordo. Dá para fazer de um texto excitante a ao mesmo tempo, poético. Basta ter habilidade com as palavras. Eu achei esse texto excitante.

    Enfim, acho que tudo depende da intenção do autor e na arte que ele tem com as palavras. Não acredito que haja algum assunto que não possa ser dito em poemas.

    Aliás, o comentário do Caio me lembrou da música da Rita Lee "Amor e sexo".

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  4. Ah, então eu concordo c/ o Caio! Ñ dá pra fazer um texto excitante e bonito ao msm tempo. Tem coisa q ñ combina c/ poema. A Kika tá errada.

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  5. ...
    "Que eu possa sentir sempre o calor de seu corpo
    O aroma de sua pele lisa e pefumada
    Que possa admirar a perfeição de seu rosto
    Tão suave e macio quanto a seda
    Olhos tão ardentes quanto o fogo de mil estrelas
    Quero acariciar vossos longos cabelos
    Sentir na ponta dos dedos as curvas de suas costas
    És linda como as rosas!
    Um sublime lampelo irá arrepiar todo seu pêlo
    Após o toque da língua, do pescoço cair sobre belos seios
    Mãos vorazes cobrirem de carícias delicadas
    O seu corpo em toda sua extensão
    Semelhante ao músico explorando os sons do violão
    Desvendando escalas ocultas
    Escondidas entre curvas e coxas sedutoras
    Os dois envoltos em uma excitante tontura
    Os corações queimando em delírio
    Cada vez mais bela e devota
    Com a pele toda rosada, gemendo e toda molhada
    Como botões de rosa úmidos com o orvalho da manhã
    Oh, mil vezes linda!
    A perfeita forma da vagina
    Sempre escondida...
    Agora implora para ser invadida por um falo latejante
    Pulsando vigoroso, desperto com o sangue das paixões ardentes e dos amores arrebatadores
    Sempre eternos por um momento!"

    ...ops! Acho que acabei me empolgando em minha narrativa perva...hsuahsuahushaushauhsaa...

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  6. posso postar aqui?

    São todas

    Oh bundas
    desnudas
    Andando a esmos
    rechonchudas
    lisas
    lindas
    Suntuosas
    Espalhafatosas
    Oh bundas
    Eu quero todas
    De maiores tamanhos
    E boas proporções
    Seja larga
    Longa
    Ou botijões
    Oh bundas
    Quem te criou
    Que gênio Geógrafou
    O artista a desenhou
    Oh bundas
    Que pele macia
    Balanceia
    Trecheia
    Pesei-a
    Mas ceia
    Oh bundas
    Qual a sua religião
    Feitiça até o irmão
    Atiça-me o cassete
    Que vicia meu interesse
    Oh bundas
    Porque te sigo
    Calçadão perdido
    Olho-te embevecido
    Babando o canto da boca
    Olhos vidrados na popa
    Oh bundas
    resgata-me
    arrebata-me
    esmaga-me
    Me grita
    Sufoca-me a pica
    mastiga-me
    Irrita a virilha
    Monta na barriga
    Sacode o teu culote
    Balança no pinote
    Feliz de rir
    No vão
    Teu rego escorrego
    Eu tocho
    Mocho
    Prostrado
    Abençoado
    Entre teus montes
    Alpes imaculados

    Ass, Golon Byron

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Boa tarde.
    Uma Amiga minha referiu-me hoje que o meu nome e dois dos meus poemas eram referidos nesta página, o que desde já agradeço.

    O primeiro poema focado tem por título Ondas e o segundo Volúpia e fazem parte de uma selecção de poemas incluídos no meu Livro "Menina Marota Um Desnudar de Alma".

    Li atentamente os comentários, que respeito, acrescentando somente que o erotismo em Portugal é um pouco tabu ainda e lido, quase secretamente, porque há certos preconceitos enraizados.

    Para mim e falo como Mulher o erotismo não precisa de ter palavras feias ou como se diz em Portugal palavras em "calão".

    A fronteira entre o erotismo e pornografia é um pouco ténue e num País cheio de tradições ainda muito antigas é difícil de superar, até porque as Editoras apostam mais num erotismo sensual do que num erotismo pornográfico.

    Gostaria de partilhar outros dois poemas meus_

    Invenção do Amor

    Há no mel da tua língua uma passagem secreta para os meus
    prazeres.
    Na ponta do meu seio o secreto desejo que penetra os meus
    poros e
    lentamente percorre as tuas costas sentindo o pulsar da tua pele
    que em
    êxtase solta um frémito sussurro enquanto as tuas mãos
    cegas procuram o meu corpo
    que desliza como ondas bravias no teu. Assim nos sentimos.
    Assim nos entregamos na invenção do amor…

    Há no ardor do teu corpo a ferocidade do mar quando arranhas
    a minha pele e os teus lábios, entre palavras inaudíveis de sussurros,
    a boca do meu corpo vens beijar.
    Soltam-se fúrias de desejo há muito quietas de prazer
    e no êxtase do momento, não há palavras por dizer.

    Envoltos na seda da carícia que de nós escorre
    a maciez das minhas coxas que te envolvem, roçam o teu corpo
    num último ímpeto
    e sôfregos deixamo-nos embalar no desejo que o corpo não domina
    - a paixão ali se sente e predomina -

    Assim nos entregamos, de novo, na invenção do amor…

    Outro poema que se denomina Momentos...

    Não me apetece dizer o que penso,
    o que sinto, o que sou.
    Não me apetece dizer-te
    para onde vou, onde estou
    o que senti.

    Não me apetece manifestar meus afectos,
    meus carinhos, pedir um beijo,
    roçar teu corpo em mil desejos ...

    Não me apetece dizer
    quantos orgasmos tive,
    quando me possuías loucamente.

    Não me apetece dizer o que sinto
    quando o frenesim da tua boca
    roça as minhas coxas
    e me deixas louca de tesão.

    Não me apetece!
    E apetece-me tudo ...

    Otília Martel vs Menina Marota

    Grata pela vossa referência e atenção. Irei, logicamente, transmitir igualmente, ao autor do Estúdio Raposa, Luís Gaspar, a referência ao Site dele.

    Cumprimento-os

    Otília Martel

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  9. Que bom que gostou da menção, Otília. Eu procurei por um bom tempo naquele site poemas para passar a minha amiga e os seus foram os que mais me agradaram. Gostei muito mesmo.

    A todos que postaram seus poemas aqui, pretendo publicá-los aos poucos. Mas podem mandar pro nosso e-mail (sociedadedionisiaca@gmail.com) quando for assim.

    E vamo q vamo!

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  11. Obrigada, Wil.
    É sempre bom quando alguém nos diz que gosta das nossas palavras.

    A poesia é o ar que respiro, faço das palavras o meu oxigénio... mas, claro não escrevo só poesia erótica, talvez o mais comum seja mesmo a poesia de... amor. E alguma temática, também.

    Se puder dê uma visita no blogue que estou a refazer... agradeço, sinceramente.
    http://almaminha.blogs.sapo.pt/

    Um abraço

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  12. como nao sou cadastrado nesse site. resolvi postar desta maneira!

    Besuntona

    A buceta mágica
    mijou na pica
    irritou o pau
    bufunfou o saco escrotal
    A buceta com seus lábios
    enterrou fundo
    buraco abrindo túnel
    A buceta com seus bifes
    bateu punheta
    besuntou o pau
    das claras em neve
    escorreu seu canal
    A buceta chorou
    o corpo do clitóris
    os lábios menores
    trasbordou o balde
    A buceta escorregando
    deslizando tanto
    esfolando
    espremendo
    funilando
    acabou gozando
    A buceta e o clitóris
    chup chup ploc ploc
    foi por cima do muro
    balançando o colosso
    o pênis já meio torto
    A buceta
    sugando glande
    escavando uretra
    balançando a perereca
    A buceta
    molhadinha
    abertinha
    quietinha
    só abrindo passagem
    pro pau entrar na garagem
    Minou feita melancia
    água descia
    feito bica da pia
    A buceta
    que coisa faceira
    foi tão boa à receita
    que comi feito um besta
    Buceta
    linda se enfeita
    contorno azeita
    onde o pau se ajeita
    Buceta gostosa
    engole jeba na crosta
    não deixa escapar
    Coisa mais linda
    depois de deitar
    fuder essa cona
    a luz do luar

    Ass, Golon Byron

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  13. postar poesia a esmo!
    Beco Imundo

    Que bom andar trôpego pelas ruas
    Debruçado em balcões
    Dormindo em caixas de papelões
    Atirando garrafas
    Lambendo o céu néon
    Jogado com putas nas camas
    Trombando bucetas fumegantes
    Arrastar meu pau na fonte
    É bom o cheiro do mangue
    É linda a merda na latrina
    Becos de Sevilha
    Atrás de alguma rapariga
    Quero o ranger da noite
    Seu hálito frio
    Sua boca aberta
    Seu bafo vadio
    Ah eu quero
    Também ficar nu
    Alto edifício
    Telhado lantejoula
    O saco que nem cebola
    Voar em cima do teu baú
    Comer fuder pupuaçu
    Meter nas cadelas
    Fornicar perebas
    Coçar remelas
    Travestido de poeta
    Mordaça no limite da glande
    Estrangula meu desejo
    Jorra bacilo esgoto
    Lembrança teu rosto mar morto
    Ama-me na lama azul
    Rasgo-te o cu
    Ontem sai da taberna
    Louco ódio andarilho
    bocejei
    Olhei em cima
    Era tua face abissínia
    Adormeci na tarde pestilenta
    Li tua poesia agourenta

    Ass, Biosas

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  14. Maria Schneider

    Ah que tristeza, muita mesmo. Saber que uma das mais belas e ousadas atrizes do cinema despidiu-se desse mundo. Não digo pelo mundo, mais por mim, que delirei em cada cena em o Ultimo Tango em Paris. Uma obra prima, com o inesquecível Marlon Brando. Tornou-se um filme obrigatório para cinéfilos e artistas.
    Maria
    Sua pele pêra, seios firmes longos
    Olhar perdido, tesão, apartamento, paris
    Casaco de pele solto ao carpete
    Teu homem aquele desconhecido
    Que forçou teu sexo choroso entre as pernas
    Velho louco fez brilhar tua estrela
    Amanteigou, te virou pra lua
    Ficaste eterna no drama de teu diretor
    Tanto na alcova, como na loucura
    Quem não te quis ali, gemendo e sofrendo
    Amordaçada, roteiro, tango desesperado
    Quem não quis ver; teu corpo penumbra
    Jogada no quarto, leve pesada, adormecendo
    Rumoroso teu corpo juvenil, cinética a baratinar platéias
    Lembro, lembrarei, não esqueço
    Cabelo cacheado, olhar flutuante a banheira deleitando-se
    Maltrata-me a excitação e a tristeza
    De recordar tuas curvas suntuosas
    Minha trágica paixão, musa dos desgraçados
    A arte imprimiu teu talento, em rolos, prateleiras e lisonjas
    Latente jamais se dissolverá, nem o tempo interferirá
    Intacta, ficas com os deuses da arte
    Porque só tu podes fragelar-se em reverência à beleza!
    Ass, Biosas

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  15. esse cara é muito bom, poemas maravilhosos. obrigado por sua genialidade.

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